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Desaparecimento de migrantes na Tunísia expõe risco das travessias pelo Mediterrâneo

Agência Brasil

Um trágico naufrágio de um barco de migrantes na costa da Tunísia deixou pelo menos 13 pessoas desaparecidas, segundo informações divulgadas por Mostafa Abdelkebir, diretor do Observatório Tunisiano dos Direitos Humanos. O incidente ocorreu enquanto o grupo tentava atravessar o Mediterrâneo rumo à Itália, uma rota conhecida por sua periculosidade e alto número de fatalidades.

A rota mais perigosa do Mediterrâneo

O Mediterrâneo Central, partindo da África do Norte, é considerado uma das rotas migratórias mais letais do mundo. Anualmente, milhares de migrantes da África e do Oriente Médio arriscam suas vidas em embarcações precárias para alcançar a Europa. O naufrágio do barco tunisiano, que levava principalmente jovens, incluindo sete membros de uma mesma família e um casal, expõe mais uma vez os perigos dessa viagem.

Operações de resgate e busca

Após o naufrágio, duas pessoas foram resgatadas, uma delas em estado crítico. Segundo testemunho de um dos sobreviventes, o grupo ficou à deriva por horas antes de serem encontrados. As operações de busca pelos desaparecidos estão em andamento, com o apoio de unidades da guarda costeira tunisiana, aeronaves e forças navais, conforme informou o porta-voz da Guarda Nacional, Houssem Eddine Jebabli.

Contexto migratório na Tunísia

A Tunísia, outrora um ponto de partida frequente para migrantes, viu uma redução nas travessias nos últimos anos devido a uma repressão mais intensa e controles marítimos reforçados. Apoiada por financiamento europeu, especialmente da Itália, a Tunísia implementou medidas rigorosas para conter a migração. No entanto, organizações como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional criticam esses esforços, alegando que incentivam abusos contra migrantes.

Repercussões e declarações oficiais

Apesar das críticas, o governo tunisiano, liderado pelo presidente Kais Saied, argumenta que o país está sobrecarregado com o fluxo migratório. Saied declarou que o aumento no número de migrantes é uma tentativa de modificar a composição demográfica da Tunísia. Até o momento, o governo não comentou as críticas recentes das organizações de direitos humanos.

Desafios e desdobramentos futuros

A tragédia na Tunísia destaca a urgência de uma abordagem mais compassiva e coordenada para a crise migratória no Mediterrâneo. Enquanto as buscas pelos desaparecidos continuam, a comunidade internacional observa com atenção, buscando soluções que possam equilibrar a segurança e a dignidade humana.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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