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Internacionalização é prioridade para 71% das startups brasileiras, aponta pesquisa da Endeavor

Os Estados Unidos ainda são o principal destino para fundadores brasileiros que querem internaci...

O mercado brasileiro, com sua vasta extensão e diversidade, proporciona um ambiente fértil para o crescimento de startups que buscam se tornar unicórnios atendendo apenas a demanda interna. Apesar disso, a internacionalização tem se tornado um objetivo cada vez mais presente entre essas empresas. Um estudo recente da Endeavor, intitulado ‘Globalização: A Jornada Internacional de Scale-Ups Brasileiras’, revelou que 71% das startups brasileiras já expandiram para mercados internacionais ou planejam esse movimento em um futuro próximo. A pesquisa foi apresentada no South Summit, evento realizado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

A busca por novos horizontes

Para muitas startups brasileiras, a escolha de se expandir internacionalmente não é impulsionada por uma saturação do mercado local. Apenas 17% dos empreendedores entrevistados mencionaram a saturação do mercado doméstico como motivo para buscar outros mercados. O que motiva a maioria, 75% dos casos, é o potencial de mercado além das fronteiras nacionais. Além disso, 42% citaram a demanda de consumo internacional como um fator determinante para essa decisão. O estudo da Endeavor consultou 101 fundadores de scale-ups brasileiras e realizou entrevistas detalhadas com 20 deles, proporcionando uma visão aprofundada sobre as aspirações e desafios enfrentados por essas empresas.

Cenário latino-americano

A realidade das startups brasileiras contrasta com a de outros países da América Latina. Enquanto no Brasil cerca de 60% das startups que atingiram o status de unicórnio o fizeram focando inicialmente no mercado doméstico, na Argentina, por exemplo, apenas 12,5% alcançaram esse patamar atendendo apenas o mercado local. Este dado destaca a singularidade do mercado brasileiro, que oferece uma plataforma robusta para o crescimento, mas também aponta para a importância da internacionalização como um diferencial competitivo para startups na região.

O impacto da globalização nas startups brasileiras

A internacionalização das startups brasileiras não é apenas uma estratégia de crescimento, mas também um reflexo de uma visão mais ampla e ambiciosa. Cesar Carvalho, CEO da Wellhub e chairman da Endeavor, destacou que a expansão internacional deve ser vista como uma escolha estratégica, não apenas uma necessidade de sobrevivência. Ele observa que o Brasil, com seu mercado complexo e de grande escala, oferece uma base sólida que pode ser tanto uma vantagem quanto uma limitação, dependendo de como as empresas escolhem explorar seu potencial.

Desafios e oportunidades

Apesar das oportunidades, a internacionalização traz desafios significativos. As startups devem lidar com a adaptação a novas culturas de negócios, regulamentos e mercados diversificados. Além disso, a competição internacional é acirrada, exigindo inovação constante e uma compreensão profunda dos mercados-alvo. No entanto, para aquelas que conseguem superar essas barreiras, a recompensa pode ser substancial, com acesso a novos consumidores e a possibilidade de se tornarem players globais.

O futuro da globalização para startups brasileiras

O movimento em direção à globalização está apenas começando para muitas startups brasileiras. Com 28,7% dos entrevistados ainda hesitantes em relação à internacionalização a curto prazo, há um campo vasto de oportunidades e desafios pela frente. A capacidade de inovar e se adaptar rapidamente será crucial para essas empresas. À medida que mais startups brasileiras buscam expandir suas operações além das fronteiras nacionais, o impacto dessa tendência será sentido não apenas no Brasil, mas em mercados internacionais, contribuindo para uma economia global mais conectada e dinâmica.

Fonte: https://revistapegn.globo.com

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