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Medicina Febre do Nilo Ocidental no Brasil: entenda a doença e o risco para o país

Mosquitos do gênero Culex, os pernilongos comuns, são os principais vetores da febre do Nilo Oc...

O estado de São Paulo confirmou, na última segunda-feira (24), dois casos de febre do Nilo Ocidental, uma doença infecciosa transmitida por mosquitos. Os pacientes são de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Desde 2014, quando a doença foi identificada pela primeira vez no Brasil, registros esporádicos têm ocorrido no país, mas a confirmação de casos em São Paulo é inédita.

Casos recentes e preocupações

A febre do Nilo Ocidental foi detectada em uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto. A mulher, que já recebeu alta, havia viajado recentemente para a região amazônica. Já a jovem continua internada, recebendo cuidados médicos. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está investigando a origem desses contágios.

Em Santa Catarina, uma idosa de 77 anos faleceu em Imbituba após contrair a doença em agosto, enquanto um homem de 56 anos, de Caçador, conseguiu se recuperar. As autoridades de saúde continuam tentando determinar onde ocorreram as infecções.

Compreendendo a febre do Nilo Ocidental

A febre do Nilo Ocidental é uma doença causada por um arbovírus, pertencente ao mesmo grupo de vírus que inclui dengue, Zika, oropouche e chikungunya. No entanto, a transmissão não ocorre por meio do Aedes aegypti, o vetor é geralmente o mosquito do gênero Culex, comum em áreas urbanas.

Os mosquitos infectam-se ao picar aves silvestres, que são hospedeiros naturais do vírus, e podem transmitir o patógeno a outros animais, incluindo humanos e equinos. Não há transmissão direta entre pessoas, nem um humano pode reinfectar mosquitos.

Sintomas e prevenção

A maioria dos humanos infectados não desenvolve sintomas. Quando presentes, os sinais podem surgir de 2 a 14 dias após a picada infectante e incluem febre, dor de cabeça, fadiga, dores musculares e, em casos graves, encefalite e meningite. Sem vacina ou tratamento específico, a prevenção foca no uso de repelentes, mosquiteiros e controle de mosquitos.

Relevância e riscos para a saúde pública

A confirmação de casos em São Paulo levanta preocupações sobre a disseminação do vírus em novas regiões, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas. Com agravamentos raros, mas potencialmente fatais, o monitoramento e a resposta rápida são cruciais para evitar surtos maiores.

Idosos e pessoas com sistemas imunológicos comprometidos estão em maior risco de complicações severas. A mortalidade em casos graves torna essencial a vigilância e a educação sobre medidas preventivas para a população.

Fonte: https://saude.abril.com.br

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