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Conheça as novas canetas emagrecedoras: mais potência, menos aplicações e músculos preservados

Novas medicações para obesidade englobam de canetas a comprimidos (Ilustração: Felipe Del Ri...

As canetas emagrecedoras, uma inovação no tratamento da obesidade, estão se destacando no cenário médico atual. Após o sucesso de medicamentos como o Ozempic, Wegovy e Mounjaro, uma nova geração de remédios promete não apenas potencializar a perda de peso, mas também oferecer benefícios adicionais, como a preservação da massa muscular e a melhoria de condições associadas à obesidade.

A revolução das canetas emagrecedoras

O início dessa revolução remonta ao uso de medicamentos para diabetes que demonstraram um efeito significativo na perda de peso. A semaglutida, presente no Ozempic e Wegovy, destacou-se por imitar o hormônio GLP-1, aumentando a saciedade e reduzindo a gordura corporal. Já a tirzepatida, do Mounjaro, ampliou esse efeito ao emular duas substâncias, possibilitando uma redução de até 20% do peso corporal.

Entretanto, a promessa de transformação no tratamento da obesidade não para por aí. A retatrutida, desenvolvida pela Eli Lilly, está em fase final de pesquisa e já apresenta resultados impressionantes. Em testes clínicos, a medicação mostrou ser capaz de reduzir até 35% do peso de alguns participantes, um feito inédito na farmacologia.

Impacto e desafios do tratamento da obesidade

A obesidade é uma condição complexa que afeta mais de 1 bilhão de pessoas mundialmente. Estima-se que, até 2035, uma em cada quatro pessoas conviverá com essa condição. Mais do que um número na balança, a obesidade está associada a mais de 200 comorbidades, exigindo uma abordagem abrangente para seu tratamento.

Segundo o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da USP de Ribeirão Preto, tratar a obesidade vai além da perda de peso. ‘Pacientes com pré-diabetes voltaram a níveis normais de glicose com a retatrutida’, ressalta Couri, indicando que o tratamento pode reduzir riscos associados a outras condições crônicas.

O papel dos influenciadores e o uso indevido

Apesar dos avanços, o uso dessas medicações não é isento de desafios. As canetas se tornaram populares, e pessoas não indicadas para o tratamento começaram a utilizá-las. Influenciadores digitais e profissionais de saúde sem a devida qualificação têm influenciado a percepção pública, muitas vezes de forma inadequada.

Luiz André Magno, diretor médico da Eli Lilly no Brasil, destaca que essas medicações são voltadas para tratar uma condição crônica com alta probabilidade de retorno sem acompanhamento médico adequado. ‘Estamos avançando para tratar a obesidade de maneira mais abrangente, mas é essencial que o tratamento esteja alinhado às necessidades de cada paciente’, afirma Magno.

O futuro das canetas emagrecedoras e o impacto na saúde

O futuro das canetas emagrecedoras é promissor. Com a previsão de lançamento da retatrutida para 2027, espera-se que o medicamento não apenas reduza o peso, mas também melhore condições como dores articulares, apneia do sono e controle glicêmico. Essa abordagem integrada pode transformar a forma como a obesidade é tratada, oferecendo esperança a milhões de pessoas.

O endocrinologista Bruno Geloneze, da Universidade de Campinas, argumenta que essas novas terapias devem ser vistas como parte de um tratamento completo. ‘Perder 30 kg em dois anos com uma injeção semanal é animador, mas precisamos considerar cada caso individualmente’, observa Geloneze, ressaltando a importância de uma abordagem personalizada.

Fonte: https://saude.abril.com.br

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