Os preços das hortaliças dispararam em setembro, de acordo com o Boletim Hortigranjeiro divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira, 27 de outubro. A pesquisa, que monitora a oferta e demanda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Brasil, destacou o aumento expressivo de 46,8% no preço do tomate, um dos produtos mais consumidos no país. Essa alta acentuada reflete uma tendência de elevação nos preços das hortaliças, causada principalmente por condições climáticas desfavoráveis.
Impacto das condições climáticas na produção
Em setembro, as áreas produtoras de tomate nas regiões Sudeste e Sul enfrentaram chuvas intensas e frequentes. Essas condições climáticas adversas reduziram o ritmo de colheita, retardaram a maturação do fruto e diminuíram a quantidade disponível para o mercado. A falta de produtos resultou em um aumento significativo nos preços, refletindo a lei da oferta e demanda.
Outras hortaliças em alta
Além do tomate, outros produtos também experimentaram elevações nos preços. A batata viu seus preços subirem 32,8%, uma consequência direta do aumento das chuvas, que impactou negativamente a colheita. A cebola também entrou para a lista de hortaliças em alta, com um aumento de 29,3% nos preços. O volume de cebola comercializado nas Ceasas foi inferior ao dos anos anteriores, intensificando a pressão sobre os preços.
Oscilação nos preços das frutas
O mercado de frutas apresentou um comportamento misto. A maçã liderou as altas, com um incremento de 12% nos preços, impulsionado pela redução dos estoques em câmaras frias. Por outro lado, a banana sofreu uma leve queda de 2,6%, com variações regionais nos preços influenciando o mercado. A melancia registrou a maior baixa entre as frutas, com uma queda de 11%, resultado da melhora do clima e aumento da produção em Uruana (GO).
Repercussões e desdobramentos futuros
O aumento nos preços das hortaliças e a oscilação de preços das frutas impactam diretamente o bolso do consumidor brasileiro, que já enfrenta desafios econômicos. A tendência é que, se as condições climáticas não se estabilizarem, os preços continuem voláteis. A Conab e outras entidades do setor agrícola monitoram de perto a situação, buscando estratégias para mitigar os efeitos dessas oscilações no mercado.
Fonte: https://globorural.globo.com
