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Senado aprova PEC que modifica aposentadoria de agentes de saúde e combate a endemias

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Em um avanço significativo para os agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE), o Senado Federal aprovou, a três dias do recesso parlamentar, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/21. A proposta, que contou com 73 votos favoráveis e um contrário em ambos os turnos de votação, estabelece novas regras de aposentadoria para essas categorias e agora segue para promulgação.

Detalhes da Proposta

A PEC 14/21 introduz requisitos específicos para a aposentadoria de ACS e ACE, tanto no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) quanto no Regime Geral de Previdência Social (RGPS). As novas regras estipulam uma idade mínima de aposentadoria de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, com a exigência de 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade.

Impactos e Desafios

A aprovação da PEC gerou preocupações no governo devido ao impacto financeiro estimado em R$ 3 bilhões anuais no orçamento, conforme indicaram os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento. Apesar das preocupações, a líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), ressaltou a importância de valorizar esses profissionais, mesmo diante da pressão dos estados e municípios.

Repercussões e Ajustes Necessários

Durante a sessão, a senadora Teresa Leitão destacou que o governo terá que se debruçar sobre as implicações previdenciárias da medida. “O Governo vai ter muita coisa para trabalhar, não é pouca, e ele precisa estar livre para trabalhar aquilo que nessa proposta, todos nós sabemos, tem implicações previdenciárias”, afirmou. A proposta também prevê assistência financeira complementar da União para compensar o aumento das despesas previdenciárias dos estados, Distrito Federal e municípios.

Novas Regras e Cobertura Ampliada

Além das regras de aposentadoria, a PEC disciplina a contratação desses profissionais e estende as novas regras aos agentes indígenas de saúde e aos agentes indígenas de saneamento. A proposta assegura o cômputo de períodos de mandato classista e de tempo em readaptação funcional para fins previdenciários, quando decorrentes de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho.

Contexto e Importância

Atualmente, os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias seguem as regras gerais de aposentadoria, que incluem uma idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. A mudança é vista como uma vitória para essas categorias, que desempenham papéis cruciais na promoção da saúde pública e no combate a doenças endêmicas em comunidades de todo o Brasil. A aprovação da PEC reconhece a importância de suas funções e alivia as condições de aposentadoria, respeitando a natureza exigente e vital de seu trabalho.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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