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Setor de máquinas critica tarifa dos EUA e sugere ampliação de crédito

G1

Representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) declararam oposição à reciprocidade tarifária proposta pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva em resposta à nova taxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Márcio Elias Rosa e Dario Durigan, a Abimaq defendeu a ampliação do programa Brasil Soberano, que oferece linhas de crédito para setores afetados pelo tarifaço.

Impactos e Repercussões do Tarifaço

A nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, oficializada após uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), representa um desafio significativo para a competitividade da indústria nacional. José Velloso, presidente da Abimaq, destacou que a medida aumenta os custos das máquinas brasileiras, tornando-as menos atraentes para os compradores americanos em comparação com produtos de outros países.

Os Estados Unidos, que possuem uma indústria de máquinas concorrente da brasileira, impuseram esta tarifa como parte de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um mecanismo utilizado para avaliar práticas comerciais consideradas prejudiciais. Esta ação foi criticada pelo governo brasileiro, que a classificou como politicamente motivada e sem justificativa econômica.

Respostas e Estratégias do Brasil

Em resposta à medida americana, o governo brasileiro considerou recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica, embora a Abimaq defenda uma abordagem mais focada em crédito e competitividade. A associação sugere que o governo amplie o programa Brasil Soberano, o que garantirá melhores condições de financiamento para as empresas afetadas.

Além disso, a diversificação dos mercados de exportação é vista como uma estratégia essencial. Velloso mencionou que, embora as vendas para os Estados Unidos tenham sido impactadas, a busca por novos mercados tem ajudado a compensar essa redução, mantendo um patamar recorde nas exportações.

Desafios e Oportunidades para a Indústria Brasileira

A imposição de tarifas específicas ao Brasil, em contraste com a sobretaxa de 12,5% aplicada a outros países, coloca a indústria nacional em uma posição desfavorável. Enquanto os concorrentes internacionais enfrentam condições semelhantes, o setor brasileiro vê suas máquinas se tornarem menos competitivas.

Nesse cenário, as negociações diplomáticas e a busca por novos mercados são fundamentais para mitigar os efeitos da tarifa. A ampliação do Brasil Soberano também surge como uma medida necessária para garantir que a indústria de máquinas e equipamentos continue a crescer e a competir no cenário global.

Próximos Passos e Expectativas

Embora o governo brasileiro ainda não tenha definido um prazo para responder às propostas do setor, as discussões continuam. A Abimaq aguarda um retorno sobre as medidas sugeridas, enquanto o governo estuda as alternativas apresentadas para fortalecer a competitividade da indústria nacional e lidar com as novas barreiras comerciais.

O desenrolar destas negociações será crucial para determinar como o Brasil enfrentará este novo desafio comercial imposto pelos Estados Unidos e para assegurar que a indústria de máquinas e equipamentos continue a se desenvolver em um ambiente cada vez mais competitivo.

Fonte: https://g1.globo.com

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