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Tradição e Memórias Marcam Dia de Finados em Brasília

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Gorete Nascimento, de 71 anos, mantém um ritual há 32 anos: visitar o Cemitério Campo da Esperança em Brasília no Dia de Finados. Residente em Cidade Ocidental, a 47 km da capital, ela carrega flores e produtos de limpeza para cuidar das lápides de seus familiares.

Exibindo fotos dos pais e das três irmãs enterradas no local, Gorete compartilha as histórias de cada um. Ela menciona que sua irmã Angelita, que faleceu no início da pandemia, faria 86 anos em 6 de novembro. “Venho aqui sempre no Dia de Finados e também no aniversário de cada um porque sinto muita saudade deles”, explica.

Neusa Maria Nora, por sua vez, visita a ala nova do cemitério, onde seus sogros estão sepultados. Após rezar, ela reflete sobre a inevitabilidade da morte: “Eu gosto de vir aqui e me lembrar que rico ou pobre, todos vamos terminar no mesmo lugar.”

Marcelo Oliveira, outro visitante, trouxe flores para o túmulo do pai. Ele frequenta o cemitério várias vezes ao ano, como uma forma de recordar. Hoje, estava acompanhado da mãe e da irmã, mas o irmão mais velho, que se emociona facilmente, não pôde vir.

A tradição do Dia de Finados foi trazida ao Brasil pelos portugueses católicos. A data é atribuída ao monge Odilo de Cluny, que no ano 998 instituiu o 2 de novembro como dia de oração pelos mortos. No Brasil, se tornou feriado nacional em 2002, por meio da Lei 10.607, proposta pela deputada Vanessa Grazziotin.

Embora tenha origem católica, o Dia de Finados é também celebrado por cristãos protestantes e religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, que realizam rituais entre os dias 1º e 2 de novembro em homenagem aos ancestrais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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