As eleições deste domingo, 02 de outubro, trouxe um gosto amargo para três famílias tradicionais na política do Tocantins.
Abreus
Os abreus, representados nas urnas pelos Senadores Kátia e Irajá, obtiveram resultados bem longe do esperado após a apuração dos votos.
A agora ex-senadora Kátia Abreu (PP), foi derrotada e perdeu sua vaga para ex-deputada federal e agora senadora do Tocantins, Professora Dorinha (União). Com apenas 18,50% dos votos válidos (145.104), Kátia ficou com o segundo lugar, enquanto Dorinha obteve 50,42% (395.408).
O filho de Kátia, senador Irajá Silvestre (PSD), que concorria ao cargo de governador do Tocantins, também sofreu uma derrota humilhante e ficou apenas com a quarta colocação com meros 7,61% (63.048) dos votos válidos.
Dimas
Outra família que já era considerada como uma das mais tradicionais na política do estado, também não obteve êxito neste pleito. O ex-prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (PL), ficou com o segundo lugar na disputa ao governo do estado com 22,50% dos votos. Ele foi derrotado pelo governador reeleito Wanderlei Barbosa (Republicanos) que foi recebeu expressivos 481.496 votos, ou seja, 58,14% dos válidos.
Eleito deputado federal mais votado do estado nas eleições de 2018 com 71.842 votos, Tiago Dimas (PODE), também ficou sem mandato. Mesmo com uma votação expressiva, 42.970 votos, a sensação das ultimas eleições perdeu a disputa na reeleição para Câmara dos Deputados.
Mirandas
Outra derrocada confirmada nas urnas foi a da família do ex-governador Marcelo Miranda (MDB). Concorrendo ao cargo de deputado estadual, Marcelo Miranda ficou longe de garantir uma das 24 vagas na Assembleia Legislativa. Com uma votação completamente inesperada até para os especialistas em política do estado, o ex-governador obteve a preferência de apenas 3.593 eleitores.
Concorrendo a reeleição para o cargo de deputada federal, também pelo MDB, a esposa do ex-governador Dulce Miranda, não conseguiu se manter na Bancada Federal. Com 38.130 votos a ex-primeira dama e agora ex-deputada federal não se reelegeu.
O resultado pode ser interpretado por alguns, como o início de uma nova era na política do Tocantins. Há muito tempo, essas famílias não ficavam sem ao menos um representante mandatário na política do Tocantins. Essa possível renovação poderá ser confirmada (ou não), nas próximas eleições municipais, quando o eleitor poderá novamente escolher quem vai ou quem fica.










