Acusados de estuprar e assassinar adolescente em Talismã são condenados a mais de 40 anos de prisão

Os acusados Wanderson Aires de Souza e Wildemarques Dias Alves foram condenados a 40 anos e seis meses de reclusão pelo feminicídio da adolescente Andressa Aires de Souza, de 12 anos, morta em fevereiro de 2020 no município de Talismã, interior do Tocantins. O Ministério Público obteve a condenação dos homens na madrugada do último sábado (14).

O caso aconteceu na madrugada do dia 07 de fevereiro de 2020, na cidade de Talismã e segundo os autos do inquérito policial, Wanderson Aires de Souza estuprou a irmã, mediante violência e grave ameaça, em posse de uma faca, em uma construção abandonada próxima à casa da família.

Na mesma madrugada, Wildemarques Dias Alves, que já havia tido um breve relacionamento com a Andressa em outras ocasiões, foi até o local onde a adolescente se encontrava e também praticou conjunção carnal com a vítima, sem o seu consentimento.

Após o crime de estupro de vulnerável coletivo, ambos desferiram diversas tijoladas na cabeça, sufocaram-na com o próprio sutiã e desferiram 12 golpes de faca, matando a adolescente. Em seguida, os criminosos esconderam o corpo da vítima ainda nas proximidades da construção, onde só foi encontrada no dia 11 de fevereiro, em avançado estado de decomposição.

As teses de feminicídio (assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino), com uso de asfixia, tortura e meio cruel, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver foram acatadas pelos jurados, o que resultou na condenação dos acusados.

O promotor de Justiça Breno Simonassi, membro do Núcleo do Tribunal do Júri do Ministério Público do Tocantins (MPNujuri) e responsável pela sustentação oral, também requereu que fosse fixado valor mínimo para reparação dos danos decorrentes da prática do crime, considerando os prejuízos sofridos pelos familiares da vítima, conforme previsto no art. 387, IV, do Código de Processo Penal.

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