A Agropecuária Maggi, integrante do conglomerado Amaggi, realizou uma importante movimentação no mercado financeiro ao captar R$ 3,5 bilhões por meio de Cédulas de Produto Rural com liquidação financeira (CPR-F). Esta foi a primeira emissão desse tipo pela empresa, que é conhecida por suas atividades no cultivo de grãos, produção de sementes, criação de bovinos e extração de madeira em florestas plantadas.
Detalhes da operação financeira
A emissão das CPR-F foi direcionada exclusivamente a investidores profissionais, oferecendo uma remuneração baseada em 100% da taxa DI, acrescida de um spread de 1,08% ao ano. O pagamento será realizado semestralmente, iniciando em 8 de dezembro deste ano, e ocorrerá sempre nos dias 8 de junho e dezembro. O prazo de amortização da dívida está estabelecido em dez anos, com início das parcelas anuais em 8 de junho de 2031 e término em 8 de junho de 2036.
Destinação dos recursos
Os recursos obtidos com a emissão serão utilizados como capital de giro, além de investimentos e fomento à produção agrícola da Agropecuária Maggi. Para garantir a operação, a empresa apresentou um lastro significativo, composto por 1.919.150 toneladas de soja, avaliadas a US$ 420 por tonelada, e 852.210 toneladas de algodão, com preço de US$ 1.650 por tonelada.
Participação de instituições financeiras
O Itaú Unibanco foi o banco responsável pela liquidação da emissão, enquanto a Itaú Corretora de Valores atuou como escrituradora. A Oliveira Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários foi designada como agente da transação. A operação contou ainda com a participação das empresas André Maggi Participações e Amaggi Exportação e Importação, que atuaram como avalistas, assumindo o papel de co-devedoras solidárias e principais pagadoras.
Relevância e desdobramentos
A captação de recursos financeiros pela Agropecuária Maggi é um movimento estratégico para fortalecer sua posição no setor agropecuário, especialmente em um momento de crescente demanda por produtos agrícolas. A ausência de uma agência de classificação de risco para a atribuição de nota à operação destaca a confiança da empresa em sua capacidade de pagamento, suportada por ativos agrícolas robustos. Este passo pode influenciar outras empresas do setor a buscar alternativas semelhantes de financiamento, impulsionando o desenvolvimento econômico regional e nacional.
Fonte: https://globorural.globo.com











