Alisson Becker, goleiro titular da seleção brasileira, está prestes a entrar em um grupo seleto de jogadores que marcaram a história do futebol nacional. Neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), ele enfrentará Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Estados Unidos. Com essa partida, Alisson se tornará apenas o terceiro goleiro a ser titular do Brasil em três Copas do Mundo, juntando-se a lendas como Gylmar dos Santos Neves e Cláudio Taffarel.
A honra de um legado
Em entrevista coletiva no The Ridge, hotel de Nova Jersey onde a seleção está concentrada, Alisson expressou o sentimento de honra ao se igualar a grandes nomes do futebol. ‘Se pudesse dizer uma palavra, seria honra. Estar junto destes grandes nomes é um privilégio’, disse o goleiro, atualmente no Liverpool, da Inglaterra. Desde criança, Alisson sonhava com esse momento, que parecia uma realidade distante quando ele começou sua carreira.
A inspiração de Taffarel
Taffarel, ícone do futebol brasileiro e treinador de goleiros da seleção, é uma figura central na trajetória de Alisson. Ambos trabalharam juntos no Liverpool entre 2021 e 2025 e compartilham raízes no Internacional. Alisson recorda com carinho a semifinal da Copa de 1998 contra a Holanda, quando Taffarel defendeu um pênalti crucial. ‘É um privilégio trabalhar com ele. As crianças da minha geração gritavam Taffarel quando jogavam para o gol’, comentou Alisson, destacando a importância do mentor em sua carreira.
O impacto de Carlo Ancelotti
Outro ponto de destaque na seleção é a chegada do técnico Carlo Ancelotti. Alisson elogiou a inteligência e a capacidade de gestão do italiano, que trouxe estabilidade em meio às turbulências da seleção, que incluiu mudanças de treinadores e até de presidentes na CBF. ‘Ancelotti tem uma presença forte e cria um ambiente focado em trabalho, sem polêmicas’, destacou o goleiro, ressaltando o impacto positivo do treinador na equipe.
Lidando com críticas e expectativas
Alisson também abordou as críticas recebidas pelas atuações do Brasil em edições anteriores da Copa do Mundo. Segundo o arqueiro, as cobranças são naturais para uma seleção pentacampeã que busca sempre o título. ‘O torcedor quer títulos. As críticas vêm por não termos vencido em outras oportunidades. Mas ninguém vai me criticar mais do que eu mesmo’, afirmou. Alisson enfatizou sua determinação em aprender com o passado e seguir em frente, vendo a próxima Copa como uma oportunidade promissora.
O que está em jogo
A participação de Alisson em mais uma Copa do Mundo não é apenas uma questão de números. Ela simboliza a continuidade de uma tradição de grandes goleiros na história do futebol brasileiro e a busca incessante por novos títulos. Para os torcedores e para Alisson, vencer a Copa do Mundo continua sendo o ápice do futebol, uma conquista que ele ainda almeja alcançar ao lado dos outros 25 convocados.











