Diana Quintella e Laila Mendes, amigas de infância que costumavam brincar de ‘escolinha’, transformaram essa brincadeira em um empreendimento de sucesso. Juntas, elas fundaram a MiniMe, uma escola bilíngue na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, em janeiro de 2020. Suas famílias já eram próximas antes mesmo de elas nascerem, e essa conexão se manteve ao longo do tempo, culminando na parceria de negócios.
Carreiras e o ponto de virada
Antes de fundarem a MiniMe, Laila Mendes construiu uma carreira sólida em marketing internacional, enquanto Diana Quintella atuava como psicóloga em recursos humanos de multinacionais. A ideia de criar a escola surgiu quando Quintella, ao se tornar mãe, percebeu que as propostas pedagógicas das creches que visitava estavam desatualizadas e não atendiam às necessidades da infância contemporânea. Este insight levou as amigas a resgatar a ideia de infância que compartilhavam e a mergulhar em um estudo aprofundado sobre pedagogia.
Inspiradas por Reggio Emilia
O estudo, que durou sete anos, foi realizado em paralelo às suas carreiras. Elas analisaram modelos educacionais no Brasil e no exterior, buscando inspiração principalmente na abordagem de Reggio Emilia, na Itália, que valoriza o protagonismo infantil. Segundo Quintella, a cada avanço nos estudos, elas percebiam que estavam não só realizando um sonho, mas também cumprindo uma missão de vida ao integrar o cuidado e a educação.
Fundação e desafios da pandemia
Com um investimento de R$ 1,4 milhão em recursos próprios, a MiniMe começou a operar em 2020, após iniciar as matrículas no ano anterior. Mesmo com o sucesso inicial, a pandemia de COVID-19 trouxe desafios inesperados. A escola abriu com 50 alunos e rapidamente alcançou 80, mas precisou fechar as portas em março de 2020. Para contornar a crise, as fundadoras reduziram as mensalidades pela metade e renegociaram contratos, evitando demissões.
Inovação em tempos de crise
Durante o período de isolamento social, a MiniMe apostou em inovação para manter o engajamento dos alunos e suas famílias. Elas promoveram um ‘teatro drive-in’ e atividades remotas via YouTube e Zoom. No entanto, a perda gradual de alunos foi inevitável, resultando em apenas 30 matrículas quando a escola reabriu em outubro de 2020.
Perspectivas e impacto social
A história de Diana Quintella e Laila Mendes é um exemplo de como a paixão e a inovação podem transformar desafios em oportunidades. A MiniMe não apenas representa um modelo de negócio bem-sucedido, mas também contribui para o debate sobre a educação infantil no Brasil, destacando a importância de abordagens pedagógicas que respeitam o desenvolvimento integral da criança. O impacto social da escola vai além dos muros da instituição, inspirando outras iniciativas educacionais a repensar suas práticas.











