No cenário vibrante de Maceió, a artesã Selina Espíndola, de 30 anos, está transformando o panorama do artesanato local com suas cadeiras de praia personalizadas. Unindo tradição familiar e inovação, Selina desenvolveu uma técnica única que combina crochê e macramê, resultando em peças que são verdadeiras obras de arte. Sua habilidade não passou despercebida, e um vídeo de suas criações viralizou nas redes sociais, alavancando sua marca e fechando sua agenda de encomendas.
A arte que vem de casa
A paixão de Selina pelas artes manuais começou na infância, observando sua mãe bordar para entreter as crianças. Em 2014, ela decidiu transformar esse interesse em negócio, iniciando uma loja virtual para vender suas criações. Contudo, foi apenas em 2019 que as cadeiras de praia se tornaram o foco, impulsionadas pela necessidade de consertar assentos danificados pela exposição ao sol em uma cidade litorânea.
O caminho do aprendizado
O desenvolvimento de suas técnicas foi um trabalho solitário e autodidata. Sem encontrar conteúdo em português sobre trançados específicos para cadeiras, Selina recorreu a materiais estrangeiros, aprendendo por meio de vídeos e livros. Sua abordagem prática envolveu testar cada material e técnica antes de disponibilizá-los aos clientes, garantindo a qualidade e durabilidade de suas peças.
O impacto das redes sociais
Após perder sua conta antiga no Instagram, Selina viu sua sorte mudar com o retorno à plataforma. Um vídeo em particular, mostrando uma cadeira com a bandeira do Brasil, capturou a atenção do público em meio à expectativa para a Copa do Mundo de 2026. Este modelo específico, que exige cerca de dois dias de trabalho devido à complexidade do design, se tornou altamente desejado, consolidando sua marca no mercado.
A técnica inovadora
A criação da cadeira com a bandeira brasileira foi um desafio técnico significativo. A técnica original de Selina utilizava um fio contínuo, dificultando a reprodução de desenhos detalhados. Porém, sua experiência multidisciplinar em artes manuais permitiu que desenvolvesse uma nova técnica híbrida, incorporando detalhes como as estrelas da bandeira, o que se tornou um diferencial de suas criações.
Economia e valor agregado
O negócio de Selina é caracterizado por uma estrutura de custos enxuta, com um investimento inicial entre R$ 120 e R$ 140 por cadeira. No entanto, o valor final de R$ 740 reflete o trabalho artesanal exigente e a exclusividade de cada peça. Com duas opções de estrutura — a tradicional e a reclinável —, as cadeiras de Selina não são apenas funcionais, mas também expressões de arte e cultura local.
Desdobramentos futuros
O sucesso de Selina Espíndola não apenas destaca seu talento individual, mas também ilumina o potencial do artesanato brasileiro em ganhar reconhecimento global. Com a Copa do Mundo de 2026 no horizonte, a visibilidade de suas cadeiras pode abrir novas oportunidades, tanto no mercado nacional quanto internacional, promovendo a cultura e o artesanato do Brasil para um público mais amplo.











