O Ministério de Minas e Energia (MME) está se preparando para publicar, no dia 18 de setembro, uma portaria que detalha os testes para um novo aumento na mistura de etanol na gasolina, estabelecendo a proporção em 35%. Essa iniciativa faz parte da lei Combustível do Futuro, e foi anunciada pelo secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Cabral Dias Dutra, durante uma audiência na Câmara dos Deputados.
Procedimentos e Aprovações
Conforme explicado por Renato Dutra, o plano de testes passará por uma avaliação do subcomitê técnico especializado no programa de etanol do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 4 de setembro. Posteriormente, no dia 11 de setembro, a proposta será submetida ao comitê técnico permanente do CNPE para aprovação final. Caso receba o aval, a documentação será publicada conforme o cronograma.
Histórico e Importância do Etanol
Durante a audiência, Dutra destacou o papel histórico do Proálcool, um programa de incentivo ao uso de etanol que já tem mais de cinco décadas. Desde sua implementação, o uso do etanol evitou a emissão de aproximadamente 1,4 bilhão de toneladas de carbono e gerou uma economia de cerca de US$ 350 bilhões na balança comercial brasileira, ao reduzir a necessidade de importação de gasolina.
A Lei Combustível do Futuro
A Lei Combustível do Futuro, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, promoveu mudanças significativas na mistura de etanol com a gasolina, que era de 27,5% e foi gradualmente aumentada para 30% e, mais recentemente, para 32%. Esses incrementos refletem um compromisso contínuo com a sustentabilidade e a inovação no setor energético.
Investimentos e Impactos Econômicos
Renato Dutra enfatizou que a ampliação da mistura de etanol é crucial para fornecer informações essenciais ao setor privado, facilitando investimentos em infraestrutura e tecnologia relacionadas ao etanol. Nos próximos 10 a 15 anos, projeta-se um investimento de R$ 70 bilhões em capital (Capex) e quase R$ 1 trilhão em despesas operacionais (Opex). A recente decisão de elevar a mistura para 32% já permite uma economia anual de quase 1 bilhão de litros de gasolina.
Repercussão Internacional
O Brasil tem ampliado sua participação em discussões globais sobre transição energética, consolidando sua posição como líder em iniciativas de energia renovável. Dutra afirmou que o país deve continuar a exercer sua vocação de liderança internacional, dado o peso geopolítico significativo nessa área. Essa postura reflete não apenas o compromisso com a sustentabilidade, mas também a capacidade do Brasil de influenciar políticas energéticas em âmbito global.
Fonte: https://globorural.globo.com












