Na última quarta-feira, dia 29 de julho de 2026, a Defesa Civil de Palmas foi chamada para combater um incêndio de grandes proporções que atingiu a Unidade de Conservação (UC) do Córrego Sussuapara, localizada na região norte da capital do Tocantins. O incidente, que devastou cerca de cinco hectares, mobilizou 13 agentes da Defesa Civil, juntamente com o Corpo de Bombeiros Militar e brigadistas voluntários, em um esforço conjunto para controlar as chamas. O incêndio também afetou parte do campo de futebol de uma unidade escolar próxima, mas, felizmente, não houve danos à estrutura do colégio.
Ação rápida e integrada
A gerente de Intervenção Imediata da Defesa Civil de Palmas, Gessiane Ferreira da Silva, destacou a importância da resposta rápida das equipes, que foram acionadas por volta do meio-dia após um registro de foco de incêndio pelo telefone 153. A mobilização eficiente foi crucial, uma vez que o local do incêndio era de difícil acesso devido à mata fechada, e as condições climáticas, com ventos fortes e baixa umidade, favoreceram a propagação das chamas.
Por volta das 14 horas, as equipes foram convocadas novamente após um novo chamado sobre o retorno do foco de incêndio. Neste contexto, a atuação integrada permitiu que as equipes controlassem as chamas e evitassem uma propagação ainda maior do incêndio.
Impacto ambiental e medidas preventivas
A área afetada pelo incêndio faz parte da região de preservação ambiental do Córrego Sussuapara, conhecida por sua vegetação densa e biodiversidade. Embora serviços preventivos de roçagem e construção de aceiros tenham sido realizados, as características do local, aliadas às condições climáticas, dificultaram o controle das chamas. Gessiane Ferreira da Silva ressaltou que, apesar dos esforços preventivos, o risco de incêndios permanece elevado na região devido à baixa umidade do ar e aos ventos fortes.
A situação poderia ter sido pior, não fosse o período de férias escolares, que garantiu que não houvesse alunos na unidade afetada. Os danos foram limitados à área gramada do campo de futebol.
Monitoramento e prevenção a longo prazo
Mesmo após o controle do incêndio, a Defesa Civil continua monitorando a região devido ao risco de reignição. Troncos e caules podem manter calor em seu interior, especialmente em condições de baixa umidade e vento, podendo provocar novos focos de incêndio. O superintendente da Defesa Civil de Palmas, Pedro Ângelo Alves, enfatizou que a rápida atuação das equipes é essencial para minimizar os danos causados pelos incêndios. A Defesa Civil conta com 27 agentes operacionais, três viaturas e equipamentos modernos, como bombas costais e sopradores, para aumentar a eficiência no combate aos incêndios.
Até o momento, a Defesa Civil de Palmas já atendeu a 296 ocorrências relacionadas a incêndios em 2026. A população é incentivada a reportar imediatamente qualquer sinal de fumaça ou incêndio através do telefone 153, que aciona a Guarda Metropolitana, a Guarda Ambiental e a Defesa Civil para uma resposta rápida e eficaz.
Fonte: https://www.palmas.to.gov.br









