Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, é celebrado em todo o país o Dia de Iemanjá. Em Teresina, a data foi marcada por um ataque ao monumento dedicado à orixá das águas e da fertilidade nas religiões de matriz africana, em mais um caso que expõe a intolerância religiosa.
A estátua de Iemanjá que fica na Avenida Marechal Castelo Branco, próxima ao centro da capital piauiense, foi vandalizada no domingo (1º). O monumento era coberto por um vidro, que foi estilhaçado. A estátua teve os dedos arrancados.
O ataque foi denunciado por representantes dos povos de matriz africana. Rondinele Santos, da Associação Santuário Sagrado Pai João de Aruanda, esteve no local e cobrou responsabilização dos autores do crimes.
Investigação em andamento
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado, o caso de vandalismo está sob responsabilidade da Delegacia de Proteção aos Direitos Humanos. Estão sendo analisadas imagens do sistema de videomonitoramento urbano, assim como câmeras privadas da região, com o objetivo de identificar o criminoso e apurar a responsabilidade pela reparação do dano ao patrimônio público.
Combate à intolerância religiosa
Assim como ocorre em várias cidades brasileiras, foi mantido para a tarde desta segunda-feira, às 16h, o encontro no mesmo monumento de Iemanjá, para celebrar a data e reforçar o combate à intolerância religiosa, que é crime.
Enquanto a gente não tiver algo punitivo de fato, a gente vai continuar sofrendo intolerância religiosa. É preciso pensar ações de combate à intolerância religiosa no nosso estado, e para além disso, ações que cheguem na ponta, principalmente na questão educacional.
Não toleramos atos de vandalismo e intolerância religiosa. É fundamental que a sociedade se una para combater esses tipos de violência e promover o respeito à diversidade religiosa e cultural. Juntos, podemos construir um ambiente mais justo e harmonioso para todos.











