Sentir falta de ar ao subir uma escada pode ir além de um simples indício de sedentarismo. Nesta quinta-feira, 9 de novembro, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) destaca o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, uma condição que impacta aproximadamente 1,7 milhão de brasileiros. Este alerta visa conscientizar a população sobre os sintomas e a importância do diagnóstico precoce.
Sintomas e suas armadilhas
A insuficiência cardíaca se manifesta através de sinais que podem ser facilmente confundidos com o cansaço do dia a dia. Dificuldade respiratória durante exercícios, fadiga muscular e retenção de líquidos estão entre os principais sintomas. De acordo com o cardiologista Marcus Simões, membro da SBC, esses sintomas são comuns e podem ser erroneamente atribuídos ao envelhecimento ou falta de condicionamento físico.
Importância do diagnóstico precoce
Marcus Simões destaca a necessidade de procurar um especialista ao notar esses sintomas. “Durante o esforço físico, o coração precisa bombear mais sangue para suprir a musculatura. Quando isso não ocorre adequadamente, é um sinal de alerta”, explica Simões. O diagnóstico precoce pode evitar complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Fatores de risco e desenvolvimento da doença
A insuficiência cardíaca é mais prevalente entre idosos e mulheres, e frequentemente se desenvolve como consequência de outras doenças cardíacas, como infarto ou problemas nas válvulas do coração. Doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, também podem comprometer lentamente o músculo cardíaco. Além disso, condições regionais como a doença de Chagas são fatores de risco relevantes.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da insuficiência cardíaca é geralmente feito por meio de exames clínicos, complementados por testes como raio-x de tórax, ecocardiograma e exames de sangue. O tratamento inclui o uso de medicamentos, muitos dos quais são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a aderência ao tratamento é crucial, já que a interrupção pode levar a complicações graves.
Reabilitação física e novas diretrizes
Para controlar a doença e melhorar a qualidade de vida, a reabilitação física é essencial. “A atividade física regular ajuda tanto o coração quanto os músculos esqueléticos, aliviando sintomas e evitando a progressão da doença”, afirma Simões. As novas diretrizes brasileiras para o tratamento da insuficiência cardíaca, que serão lançadas em outubro durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, prometem incorporar as mais recentes evidências científicas para orientar a prática médica no país.
Fonte: https://saude.abril.com.br











