Fortaleza deu um passo significativo em direção à inclusão ao inaugurar, em 12 de setembro, duas novas estações de acesso ao mar, especificamente projetadas para Pessoas com Deficiência (PcDs). Localizadas na icônica Avenida Beira-Mar, essas estruturas representam a maior iniciativa do tipo no Nordeste brasileiro até o momento. Além das rampas que facilitam a chegada ao mar, a cidade agora oferece banheiros adaptados e cadeiras anfíbias, podendo atender até 500 pessoas.
Estruturas permanentes e abrangentes
As novas estações estão estrategicamente posicionadas na altura dos números 3100 e 3200 da Avenida Beira-Mar, perto de pontos turísticos como o Náutico e o Jardim Japonês. Uma terceira estação está em fase de construção no número 3821 e deve estar pronta até o final de 2026, garantindo que diferentes trechos da orla sejam acessíveis para PcDs. Esta iniciativa não é a primeira da capital cearense em termos de acessibilidade; o projeto Praia Acessível já disponibilizava cadeiras anfíbias. A novidade agora é a criação de estruturas permanentes que facilitam o deslocamento entre o calçadão, a faixa de areia e o mar.
Evento de inauguração e continuidade
A inauguração das estações ocorreu durante a primeira edição da Remada Girassol, evento que reuniu cerca de 300 pessoas com deficiência em atividades esportivas e de lazer. A Prefeitura de Fortaleza planeja repetir essa programação no último fim de semana de cada mês, promovendo a inclusão e o bem-estar através de atividades recreativas.
Comparação com outras capitais nordestinas
A iniciativa de Fortaleza se destaca quando comparada a outros projetos similares em capitais do Nordeste. Recife, por exemplo, implementou o Praia Sem Barreiras em 2013, utilizando esteiras removíveis e cadeiras anfíbias para promover a inclusão. Natal, com seu projeto Praia Inclusiva, oferece cadeiras anfíbias e banhos assistidos em Ponta Negra, além de ter instituído o Programa Orla Acessível em 2024, visando melhorias contínuas na acessibilidade das praias.
Importância social e acessibilidade
A importância de estruturas acessíveis em praias é significativa, considerando que o Censo 2022 revelou que 14,4 milhões de brasileiros vivem com algum tipo de deficiência. Desses, 5,2 milhões enfrentam dificuldades para andar ou subir degraus, mesmo com auxílio de próteses ou equipamentos. Na praia, a areia representa um obstáculo adicional, tornando as rampas e cadeiras anfíbias essenciais para que pessoas com mobilidade reduzida desfrutem plenamente do ambiente costeiro.
Impacto e desdobramentos futuros
A criação dessas estruturas em Fortaleza não só melhora a vida dos moradores locais com deficiência, mas também coloca a cidade como um modelo de inclusão para outras regiões. Ao possibilitar que o percurso das PcDs termine não apenas no calçadão, mas se estenda até a areia e o mar, a capital cearense demonstra um compromisso com a acessibilidade universal. No futuro, espera-se que outras cidades adotem iniciativas semelhantes, ampliando o acesso e a inclusão em suas praias.












