Um estudo recente realizado pela Vitrif.AI, braço de inteligência artificial da Vitrify, revelou que frigoríficos e empresas de proteína animal movimentaram impressionantes R$ 63,3 bilhões no mercado de capitais. Esse montante representa uma fatia significativa do setor, destacando a importância das operações financeiras dessas empresas no contexto econômico atual.
Detalhes do estudo
O levantamento abrangeu 61 operações e 155 instrumentos financeiros ativos, dos quais 94% são Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Esse tipo de instrumento financeiro tem ganhado destaque, representando 30% do estoque total de CRA registrado na B3, a principal bolsa de valores do Brasil.
Concentração de mercado
O estudo também destacou a concentração de capital em quatro dos maiores grupos do setor. Juntos, Minerva, BRF, JBS e Marfrig concentram R$ 59,8 bilhões, o que equivale a 94% do saldo total analisado. A Minerva lidera com R$ 17,2 bilhões, seguida pela BRF com R$ 16,2 bilhões, JBS com R$ 13,7 bilhões, e Marfrig com R$ 12,8 bilhões. A participação dos demais frigoríficos totaliza R$ 3,6 bilhões.
Participação de investidores individuais
O levantamento revelou ainda um crescimento expressivo na participação de investidores individuais nas emissões mais recentes. Entre 2024 e 2026, esses investidores foram responsáveis por 61% do volume distribuído, enquanto os coordenadores somaram 31% e os fundos, 5%. Esse fenômeno ressalta o crescente interesse do público em geral por investimentos relacionados ao agronegócio.
Repercussão no mercado secundário
No mercado secundário, 134 dos 155 instrumentos financeiros foram negociados em 2023 até o início de outubro, movimentando um volume de R$ 19,5 bilhões. Esse dado evidencia a liquidez e a atratividade do setor de frigoríficos no mercado de capitais, além de apontar para uma tendência de crescimento contínuo.
Relevância para a economia local e nacional
O destaque dos frigoríficos no mercado de capitais reflete não apenas a robustez dessas empresas, mas também a importância do setor de proteína animal para a economia brasileira. Com o Brasil sendo um dos maiores exportadores de carne do mundo, o desempenho financeiro dessas empresas tem impacto direto na balança comercial do país e na geração de empregos.
Desafios e perspectivas
Apesar do cenário positivo, o setor enfrenta desafios, como as questões ambientais e de sustentabilidade, que podem influenciar a percepção dos investidores no futuro. As empresas do setor têm buscado adotar práticas mais sustentáveis, o que pode se tornar um diferencial competitivo no mercado global.
Fonte: https://globorural.globo.com











