O governo federal anunciou na última sexta-feira, dia 25, a terceira rodada do programa Desenrola, que tem como objetivo renegociar dívidas de pessoas físicas, somando um total de R$ 150 bilhões. Essa iniciativa é parte de um esforço mais amplo para aliviar o endividamento das famílias brasileiras, com foco especial em dívidas de cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação em folha.
Detalhes do programa e suas metas
De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a nova fase do Desenrola visa atingir dívidas que variam entre 2 e 4,5 anos de atraso, e que não ultrapassem o valor de R$ 10 mil por dívida. O governo pretende adquirir essas dívidas das instituições financeiras com um deságio de 90%, estimando desembolsar cerca de R$ 15 bilhões para a compra das carteiras de crédito.
Essa abordagem difere das edições anteriores do programa, onde cada devedor negociava individualmente com o banco. Desta vez, o governo federal centraliza a negociação ao adquirir as carteiras de dívidas, o que, segundo Moretti, permitirá repassar os descontos obtidos às famílias, ajudando-as a recomeçar sem a carga pesada das dívidas.
Impacto e repercussão social
A medida foi bem recebida por diversos setores da sociedade, uma vez que promete reduzir significativamente o comprometimento da renda das famílias brasileiras, que têm enfrentado dificuldades para lidar com o superendividamento. A previsão é que o leilão para a compra das carteiras de crédito ocorra em novembro, sob a coordenação do Tesouro Nacional ou de uma instituição financeira federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente no anúncio, destacou a importância de medidas como essa para a recuperação econômica do país e para oferecer às famílias uma chance de reorganizar suas finanças, sem o peso esmagador das dívidas. A presença de outros ministros, como Dario Durigan (Fazenda) e Miriam Belchior (Casa Civil), reforçou a relevância econômica e social da iniciativa.
Medidas adicionais e contexto econômico
Além do anúncio do Desenrola 3.0, o governo também formalizou, através de uma Medida Provisória, a proibição de apostas online de quota fixa, conhecidas como ‘bets’, além de jogos online e cassinos virtuais. Essa decisão ocorre poucos dias antes das eleições e reflete uma tentativa de regulamentar o mercado de jogos no país, que tem crescido de maneira desordenada.
O projeto de lei enviado ao Congresso prevê penas para quem explorar ou divulgar essas atividades. Os apostadores têm até o dia 5 de outubro para retirar seus fundos das plataformas, enquanto as ‘bets’ devem informar os valores disponíveis nas contas bancárias entre 7 e 8 de outubro, com os bancos responsáveis pela devolução dos recursos entre 9 e 14 de outubro.
Desdobramentos esperados
A estratégia do governo com o Desenrola 3.0 e a regulação das apostas online revela uma abordagem multifacetada para combater o endividamento e trazer mais segurança econômica para as famílias brasileiras. Com essas medidas, espera-se não apenas a redução do endividamento, mas também uma maior conscientização sobre a importância de práticas financeiras saudáveis. A continuidade e o sucesso dessas ações podem se tornar um referencial para políticas econômicas futuras no Brasil.
Fonte: https://g1.globo.com











