Homem de 43 anos é indiciado como suspeito de assassinar a própria esposa a tiros em Araguaína

A Polícia Civil do Estado do Tocantins concluiu na última sexta-feira (19), o inquérito policial que investigava a morte de Elieuda Maria de Assis. Ela foi encontrada baleada em sua própria residência, no setor Palmas, em Araguaína, na noite do dia 1º de janeiro de 2021. O marido da vítima foi apontado como autor do crime.

Conduzido pelo delegado-chefe da 2ª DHPP, Guilherme Coutinho Torres, o inquérito resultou no indiciamento de um homem de 43 anos de idade, marido da vítima, apontado pela Polícia Civil como autor do crime. Segundo a autoridade policial, no decorrer das investigações, a equipe da 2ª DHPP reuniu elementos suficientes de autoria e materialidade que apontam para o indivíduo como sendo o autor do disparo de arma de fogo que matou Elieuda.

“Logo após tomarmos conhecimento do fato, instauramos inquérito policial para apurar a autoria, bem como a motivação do crime e, restou configurado que o companheiro da vítima, em tese, foi o responsável por efetuar o disparo de arma de fogo que culminou na morte de Elieuda”, disse a autoridade policial.

O crime

De acordo com as investigações da Polícia Civil, na noite do dia 1º de janeiro de 2021, o suposto autor estava em sua residência, juntamente com sua companheira, quando passou a discutir com ela. Após algum tempo, o investigado teria sacado uma arma de fogo e efetuado um disparo que a atingiu no abdômen.

Um dos filhos do casal, um adolescente que estava na residência no momento, ao ouvir o tiro foi até a sala e viu a própria mãe ferida e seu pai, que saía, carregando a arma de fogo. O jovem chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a mulher foi socorrida e levada para o Hospital Regional de Araguaína, onde passou por cirurgia, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no dia seguinte.

O suspeito foi localizado e preso no dia 3 de janeiro em um bar, em Araguaína. Na ocasião, ele ainda se encontrava de posse da arma de fogo utilizada no crime. Desde então, o homem encontra-se recolhido à Casa de Prisão Provisória da cidade.

“Com o indiciamento por feminicídio, o homem permanecerá recolhido na CPPA, e, se condenado, a somatória das penas, ele pode pegar até 30 anos de reclusão”, explica o delegado Guilherme Torres.

O inquérito foi enviado ao Poder Judiciário, que por sua vez, o remeterá ao Ministério Público Estadual, o qual decidirá se oferecerá denúncia contra o indiciado.

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