As mulheres estão ganhando espaço significativo na agricultura familiar brasileira, impulsionadas por investimentos robustos em projetos agroecológicos. Com um montante de R$ 195 milhões destinados a iniciativas sustentáveis, o programa Da Terra à Mesa busca fortalecer a presença feminina no campo, promovendo práticas agrícolas mais ecológicas e inclusivas.
Aumento da participação feminina
O crescimento da participação feminina é um dos destaques dos dois editais do programa Da Terra à Mesa, lançados em 2024 e 2025. No primeiro edital, cerca de 6 mil mulheres foram beneficiadas, representando 46% do total. Já na edição de 2025, a previsão é que 8 mil agricultoras sejam contempladas, elevando a proporção para 50%. Isso não apenas reflete um aumento na inclusão feminina, mas também uma mudança estrutural na organização da produção rural no Brasil.
Impacto social e econômico
O impacto desses investimentos vai além das estatísticas, contribuindo para a transformação social e econômica das comunidades rurais. Aproximadamente 29 mil famílias em todo o Brasil são diretamente afetadas por esses projetos, que visam não apenas aumentar a produção de alimentos saudáveis, mas também diversificar as fontes de renda. Para Geane Bezerra, coordenadora do programa, essa presença crescente das mulheres é crucial para práticas sustentáveis, como a preservação de sementes e o cuidado com a biodiversidade.
Quintais produtivos como estratégia de fortalecimento
Uma das principais estratégias adotadas para empoderar as agricultoras é a implementação de quintais produtivos agroecológicos. Dentre os 55 projetos financiados, 38 incluem essa iniciativa, que já prevê a criação de 8.775 quintais, com um investimento de R$ 80 milhões. Esses espaços permitem que as famílias cultivem uma variedade de hortaliças, frutas e plantas medicinais, ampliando assim a oferta de alimentos saudáveis e criando novas oportunidades de renda.
Repercussão e expectativas futuras
As iniciativas têm tido uma repercussão positiva, não apenas entre os beneficiários diretos, mas também em redes sociais e entre especialistas em agricultura sustentável. A expectativa é que esses projetos sejam um modelo para futuras políticas públicas, incentivando mais investimentos em tecnologias sustentáveis e em programas que promovam a igualdade de gênero no campo. Além disso, a ampliação do acesso à assistência técnica é fundamental para garantir que os benefícios se perpetuem e que novas gerações de mulheres agricultoras continuem a prosperar.
O apoio às mulheres na agricultura familiar é mais do que uma questão econômica; trata-se de uma mudança cultural e social que pode redefinir o papel das mulheres no campo. Com investimentos sólidos e estratégias bem delineadas, o Brasil dá passos importantes rumo a uma agricultura mais equitativa e sustentável.











