A candidata Keiko Fujimori está perto de alcançar a presidência do Peru, em uma disputa marcada por uma margem estreita que tem mantido o país em estado de tensão. Nesta quinta-feira, 18 de junho, com 99,38% dos votos apurados, Fujimori lidera com uma diferença de 39.115 votos sobre seu rival, Roberto Sánchez, que alega irregularidades no processo eleitoral.
Contexto e antecedentes
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, já tentou chegar ao cargo máximo do país em quatro ocasiões, sendo esta a mais próxima de uma vitória. A eleição atual ocorre em um cenário de alta polarização política, refletindo um país dividido entre a continuidade de políticas conservadoras e a demanda por mudanças sociais propostas por candidatos de esquerda como Roberto Sánchez.
A alegação de irregularidades e a reação de Sánchez
O candidato de esquerda Roberto Sánchez convocou protestos em Lima, alegando que houve irregularidades por parte da autoridade eleitoral, o que poderia ter afetado o resultado em favor de Fujimori. O partido de Sánchez entrou com recursos judiciais para anular votos que consideram terem sido contabilizados de forma inadequada para sua adversária. A situação elevou as tensões no país, que permanece em expectativa até a confirmação oficial dos resultados.
Votos contestados e expectativa de resultado
Dos 140 mil votos ainda pendentes de apuração, cerca de 60% são provenientes de Lima e de eleitores peruanos no exterior, locais onde Fujimori tem maior apoio. Especialistas, como Gonzalo Márquez, diretor da consultoria de dados Caleidos, afirmam que esses votos tendem a manter a vantagem da candidata de direita, tornando improvável uma virada no resultado final.
Repercussão e observações internacionais
Missões de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia (UE) acompanharam o processo eleitoral e relataram que a votação transcorreu de maneira normal. As entidades instaram ambos os candidatos e a população a aguardarem pacientemente pelo resultado oficial, evitando qualquer ação que possa desestabilizar ainda mais a situação política já delicada do Peru.
Possíveis desdobramentos
Com a iminente vitória de Keiko Fujimori, o Peru se prepara para enfrentar desafios significativos, tanto internamente quanto em sua imagem internacional. A candidata, se eleita, deverá lidar com um país polarizado e uma oposição que já demonstra resistência. Além disso, sua trajetória política está marcada pela sombra do legado controverso de seu pai, o que pode influenciar sua governabilidade e as relações externas do país.
