Em 24 de dezembro de 1979, no tranquilo município de Antonina, no litoral do Paraná, nasceu um empreendimento que, décadas mais tarde, se tornaria um dos maiores símbolos locais: a Balas Antonina. Sob a liderança de Rafaela Takasaki Correa, de 40 anos, e seu irmão João Soter Corrêa, a empresa encerrou 2025 com um faturamento impressionante de R$ 5 milhões. Com um olhar no futuro, a meta para 2026 é ambiciosa: um crescimento de 10%.
A origem e evolução da Balas Antonina
A trajetória da Balas Antonina é marcada por uma série de desafios e realizações. A empresa surgiu a partir de uma frustração inicial: a família de Rafaela e João migrou de Santa Catarina para o Paraná com o intuito de abrir uma fábrica de palmito. No entanto, questões regulatórias inviabilizaram o projeto. Foi então que a abundância de bananas na região e a demanda turística por um doce típico impulsionaram a criação da bala de banana. O avô dos irmãos chamou um mestre baleiro de Santa Catarina, conhecido como Seu Zezo, para desenvolver a receita que, ainda hoje, é a base do sucesso da empresa.
Desafios na transição geracional
A transição para a terceira geração de líderes na Balas Antonina não foi simples. Rafaela, uma bióloga com experiência internacional, enfrentou resistência ao assumir a empresa. O pai, que tinha um estilo de gestão centralizador, relutava em aceitar a sucessão familiar. Após o falecimento repentino do patriarca, Rafaela e João assumiram o controle em apenas dois meses, iniciando uma era de profissionalização e modernização da gestão.
A nova era de gestão
A mudança na gestão foi gradual. Nos dois primeiros anos, foram mantidas as práticas antigas para garantir estabilidade. Com o tempo, Rafaela descentralizou as decisões, promovendo uma gestão mais participativa. A equipe de liderança atualmente conta com cinco pessoas além dos irmãos, e a mãe dos dois, já aposentada, atua como consultora. A descentralização permitiu que antigos operários, como a gerente atual, assumissem papéis de liderança.
Impacto socioeconômico e projeções futuras
A Balas Antonina não só fortalece a economia local mas também sustenta uma complexa cadeia produtiva no litoral paranaense. Entre 50 e 100 pequenos produtores são integrados ao processo, muitos deles situados em áreas de difícil acesso, como Guaraqueçaba. A empresa possui frota própria para garantir que a produção de banana chegue à fábrica, promovendo o desenvolvimento dessas comunidades isoladas. A prioridade é sempre a banana local, recorrendo a fornecedores externos apenas em casos de extrema necessidade.
Parcerias e colaborações para o futuro
Para sustentar o ritmo de crescimento, a Balas Antonina aposta em colaborações estratégicas. Essas parcerias não apenas ampliam o alcance do produto, mas também fomentam inovações e oportunidades de mercado. A expectativa é que essas iniciativas impulsionem o crescimento projetado de 10% em 2026, solidificando ainda mais a posição da empresa no mercado nacional e, potencialmente, internacional.











