A partir desta terça-feira (17), entra em vigor no Brasil a Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) n° 15.211/2025, que estabelece diretrizes específicas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Esta legislação abrange plataformas como redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais, garantindo que os direitos dos menores sejam preservados também no universo online.
Contexto e importância da nova legislação
Sancionada em setembro do ano passado, a ECA Digital não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990, mas complementa suas diretrizes com foco na segurança digital. Este avanço é considerado um marco para o Brasil, que busca se alinhar a um movimento global de proteção ao público infanto-juvenil na internet. Pesquisadoras de instituições voltadas ao direito da infância classificaram a nova lei como “histórica” e “de vanguarda”.
Repercussão e avaliação de especialistas
A especialista em proteção digital Águeda Barreto, da ONG ChildFund Brasil, elogia a iniciativa, destacando que o Brasil está na vanguarda ao criar uma legislação que sustente políticas públicas integradas. Segundo Águeda, a lei brasileira é ampla e se destaca em um cenário onde outros países, como a Austrália, também buscam restringir o uso de redes sociais por menores de 16 anos.
Desafios e desdobramentos futuros
A implementação do ECA Digital traz consigo desafios significativos, como a necessidade de conscientização sobre o uso seguro da internet e a criação de mecanismos eficazes de monitoramento e fiscalização. Além disso, a legislação abre caminho para o desenvolvimento de novas políticas públicas que integrem diferentes setores, como educação, tecnologia e saúde, para garantir um ambiente digital mais seguro e inclusivo para crianças e adolescentes.
Impacto na sociedade e na cultura digital
Essa legislação tem o potencial de transformar a forma como as crianças e adolescentes interagem no ambiente digital. Ao garantir que as proteções do mundo físico sejam ampliadas para o digital, espera-se que a lei não apenas proteja, mas também eduque sobre o uso responsável e consciente da tecnologia. A iniciativa pode servir de exemplo para outros países que ainda não adotaram medidas semelhantes.











