No último dia 4 de setembro, um momento emocionante marcou a vida de um pescador aposentado de 73 anos, internado há mais de um mês no Hospital Municipal Dr. Abelardo Gadelha da Rocha, em Caucaia, Ceará. Em cuidados paliativos devido a problemas cardíacos e uma doença prostática, ele expressou o desejo de rever o mar, elemento profundamente ligado à sua trajetória pessoal e profissional. A equipe do hospital, ao conhecer sua história, organizou uma visita à praia do Cumbuco, realizando assim um antigo anseio do paciente.
A importância do mar na vida do pescador
Para o pescador, cujo nome não foi divulgado por questões de privacidade, o mar não é apenas um cenário natural, mas um local repleto de memórias e significados. Durante décadas, ele sustentou sua família através da pesca, atividade que o conectou intensamente ao oceano. O mar foi palco de suas histórias, desafios e conquistas, tornando-se parte indissociável de sua identidade e memória afetiva.
Projeto Maré de Afeto: humanização no atendimento
A saída do pescador para ver o mar foi viabilizada pelo projeto Maré de Afeto, uma das iniciativas do Hospital Municipal Dr. Abelardo Gadelha da Rocha focada na humanização do atendimento. Segundo Rian Teles, diretor-geral do hospital, o projeto visa proporcionar momentos de alegria e conforto aos pacientes, respeitando suas histórias e desejos individuais. Essa foi a segunda vez que o projeto levou um paciente à praia, reforçando o compromisso da unidade com práticas que vão além dos cuidados médicos tradicionais.
A logística e segurança da visita
Para garantir que a visita fosse segura e confortável para o paciente, uma equipe multidisciplinar composta por oito profissionais acompanhou o deslocamento. O Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) também ofereceu suporte durante a atividade. Antes de organizar a saída, a equipe do hospital realizou uma avaliação cuidadosa das condições clínicas do paciente para assegurar que ele estivesse apto a participar da experiência.
Repercussões e desdobramentos do projeto
A ação gerou uma repercussão positiva tanto dentro da comunidade hospitalar quanto entre os familiares do pescador. Para muitos, gestos como esse simbolizam um cuidado mais humano e empático, que considera as necessidades emocionais dos pacientes. O projeto Maré de Afeto continuará a depender da avaliação individual de cada paciente, potencialmente oferecendo novas experiências semelhantes no futuro.
Outras iniciativas de humanização
Além do Maré de Afeto, o hospital também promove outras iniciativas sob o guarda-chuva da humanização. O programa Cuidar em Cena oferece atividades de lazer e convivência para pacientes adultos, enquanto ações lúdicas são direcionadas às crianças em tratamento. Essas iniciativas buscam transformar o ambiente hospitalar em um espaço mais acolhedor, amenizando os desafios do tratamento médico prolongado.
Para o pescador de 73 anos, a visita ao mar representou não apenas um retorno ao passado, mas uma oportunidade de vivenciar um momento de paz e reconexão com suas raízes. O hospital continua a explorar maneiras de integrar práticas humanizadas à rotina de tratamento, sempre respeitando a individualidade e o bem-estar de cada paciente.











