Os citricultores do estado de São Paulo enfrentam um prazo crucial: até 15 de julho, todos devem submeter à Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) o relatório semestral sobre Cancro Cítrico e Greening. Este documento, que se refere às inspeções realizadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026, é essencial para o planejamento das ações de controle fitossanitário.
Importância do Relatório
O relatório deve ser preenchido no sistema GEDAVE (Gestão de Defesa Animal e Vegetal) e incluir os resultados de vistorias trimestrais em todas as plantas cítricas da propriedade. A precisão dessas informações é vital para a equipe técnica da Defesa Agropecuária, que utiliza os dados para mapear a dispersão e incidência de doenças, ajustando assim as estratégias de defesa e as políticas públicas relacionadas.
Contexto e Regulamentação
O greening, ou Huanglongbing (HLB), é uma doença bacteriana devastadora para os pomares cítricos e tem no Psilídeo o seu principal vetor. De acordo com a Portaria SDA/MAPA nº 1.326, de 4 de julho de 2025, que estabeleceu o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB, a eliminação de plantas sintomáticas é mandatória, com os critérios de controle sendo definidos pelos governos estaduais.
Impacto na Economia e Agricultura
A citricultura é uma das principais atividades econômicas do estado de São Paulo, que responde por uma parcela significativa da produção nacional. O controle efetivo do greening é, portanto, não apenas uma questão de saúde das plantas, mas também de sustentabilidade econômica e segurança alimentar. A doença pode causar prejuízos expressivos, impactando desde pequenos produtores até grandes exportadores.
Desdobramentos e Repercussões
O cumprimento do prazo para entrega dos relatórios é acompanhado de perto tanto por entidades do setor quanto por órgãos governamentais. A colaboração dos citricultores é fundamental para o sucesso das medidas de controle. Além disso, a divulgação de dados precisos e atualizados permite um melhor entendimento da situação atual e a elaboração de estratégias mais eficazes no combate ao greening.
Conclusão
Com o prazo se aproximando, a expectativa é que os citricultores paulistas intensifiquem os esforços para completar e submeter os seus relatórios no sistema GEDAVE. A atenção rigorosa às práticas de monitoramento e controle é essencial para preservar a saúde dos pomares e, por extensão, a vitalidade econômica da região.
Fonte: https://globorural.globo.com











