Nesta quinta-feira, 13 de agosto, o mercado de pecuária apresentou um ritmo mais lento de negociações, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A estabilidade dos preços do boi gordo foi a tônica observada em diversas regiões do Brasil, com compradores adotando uma postura mais cautelosa devido a escalas de abate mais confortáveis.
Estabilidade e queda pontual dos preços
Em regiões como Goiânia (GO), Sorriso (MT), Triângulo Mineiro e Tocantins, os preços mantiveram-se estáveis. No entanto, em Cáceres (MT), foi registrada uma queda pontual de R$ 5 na arroba tanto de machos quanto de fêmeas, conforme relatado pelo Cepea. A liquidez do mercado permaneceu moderada, refletindo a resistência dos vendedores em negociar o gado, na esperança de futuros reajustes.
Análise das praças e oscilações regionais
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 28 mantiveram os preços do boi gordo inalterados em comparação ao dia anterior. Contudo, foram observadas altas pontuais no sul da Bahia, noroeste do Paraná, Rio de Janeiro, além do sul e norte de Tocantins. Em importantes praças de referência como Araçatuba (SP) e Barretos (SP), a cotação continuou em R$ 350 a arroba para pagamento em 30 dias, sem alterações também nos preços do ‘boi China’, da vaca e da novilha.
Equilíbrio entre oferta e demanda
De acordo com a Scot Consultoria, o equilíbrio entre oferta e procura foi mantido, com frigoríficos operando com cautela e comprando apenas o necessário para manter suas escalas. A oferta de gado continuou sob controle dos vendedores, o que contribuiu para a manutenção dos preços. Essa dinâmica é influenciada pelo lento escoamento da carne no mercado interno, que limitou novas elevações de preço.
Contexto e possíveis desdobramentos
A estabilidade atual do mercado de pecuária é reflexo das condições econômicas e logísticas enfrentadas pelo setor. A expectativa de ajustes de preço por parte dos vendedores indica um mercado ainda incerto, mas com potencial para mudanças com base na demanda interna e externa. A cautela dos frigoríficos e a resistência dos vendedores em negociar a preços atuais sugerem uma possível reorganização do mercado caso o consumo de carne bovina aumente ou novas oportunidades de exportação surjam.
Fonte: https://globorural.globo.com










