O mercado pecuário brasileiro registrou um aquecimento significativo nesta terça-feira (28/7), conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A movimentação foi percebida em diversas regiões, onde os compradores se mostraram mais ativos devido à necessidade de preencher escalas de abate curtas, além da oferta restrita de animais. Este cenário levou a um aumento de R$ 5 por arroba tanto para machos quanto para fêmeas.
Valorização regional e impacto nos preços
Em localidades como Cassilândia (PA), Rondonópolis (MT), Rondônia, norte de Minas Gerais e Triângulo Mineiro, foi observada uma valorização que variou entre R$ 5 e R$ 10 por arroba, segundo o Cepea. As escalas de abate nessas regiões estavam particularmente curtas, variando entre dois e seis dias, o que pressionou os compradores a oferecerem preços mais altos para garantir o abastecimento.
Panorama das regiões monitoradas
De acordo com a Scot Consultoria, das 33 regiões pecuárias monitoradas, 13 registraram aumentos nos preços do boi gordo na comparação diária. Entre essas estão importantes praças como São Paulo e Pará. Em contraste, outras 20 regiões mantiveram estabilidade nas cotações, sem observar oscilações significativas.
Cotações em São Paulo
Nas cidades de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado pecuário, o preço do boi gordo registrou aumento de R$ 3, atingindo R$ 347 por arroba no pagamento a prazo. A cotação do ‘boi China’, destinado ao mercado externo, subiu R$ 5, alcançando R$ 349 por arroba. Por outro lado, os preços da vaca e da novilha permaneceram inalterados, indicando que a alta se concentrou no segmento de boi gordo.
Causas e implicações do cenário atual
A oferta restrita de bovinos e o baixo número de negócios são os principais fatores que explicam o atual cenário de valorização dos preços. De acordo com a Scot, os frigoríficos foram forçados a reduzir o ritmo de abate, comprando apenas o necessário para manter as escalas de produção, o que os levou a pagar mais pela arroba para assegurar os negócios.
Esse contexto gera implicações significativas para a cadeia produtiva de carne bovina no Brasil. A escassez de oferta pode impactar os preços no consumidor final e influenciar a inflação de alimentos. Ao mesmo tempo, cria oportunidades para os pecuaristas que conseguem negociar a preços mais elevados, mas também desafios em termos de planejamento de produção e manutenção de rebanhos.
Fonte: https://globorural.globo.com











