O governo do estado do Tocantins e a prefeitura de Palmas decretaram luto oficial de três dias em razão do falecimento de José Edmar Brito Miranda, pai do ex-governador Marcelo Miranda (MDB), ocorrido na tarde deste sábado (25) em São Paulo.
A prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), destacou a importância de Brito Miranda como homem público, a exemplo do papel que desempenhou na criação e desenvolvimento do Tocantins, além do pai amoroso de família e amigo que foi para tantos.
O governador em exercício Wanderlei Barbosa (sem partido), lembrou a trajetória política de Brito Miranda na criação do estado.
“É uma perda grande não só para os familiares, amigos e a classe política, mas para todos os tocantinenses. Brito Miranda foi uma personalidade bastante expressiva na política de Goiás e do Tocantins, faz parte da história deste Estado e deixou seu legado como homem público, era um político visionário e arrojado”, destaca o Governador.
José Edmar Brito Miranda, morreu aos 87 anos, depois de ter sofrido um pico de pressão no início deste mês em Palmas, onde também ficou internado durante dias. Com problemas graves no coração, Brito contraiu uma bactéria e não resistiu após sofrer uma parada cardíaca.
Ele estava internado desde o dia 19 de dezembro na UTI do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo (SP).
Natural de Pedro Afonso, no norte do estado, nascido em 3 de janeiro de 1934, Brito Miranda também foi advogado, Promotor de Justiça e secretário de Estado da Infraestrutura.
Vida Pública
Brito Miranda como era conhecido por todos, era filho de Leôncio Miranda e Anaídes Brito Miranda. Formado em Direito na Universidade Federal de Goiás, especializou-se em Direito Agrário e foi promotor de justiça. Essa especialização profissional o habilitou para presidir o Instituto de Desenvolvimento Agrário do Estado de Goiás (Idago) e ser chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura daquele Estado.
Iniciou a carreira política em 1962 quando foi eleito deputado estadual por Goiás, pelo Partido Social Democrático (PSD), tendo migrado para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) após a outorga do bipartidarismo pelo Regime Militar de 1964. Foi reeleito deputado estadual em 1966. Feito que alcançou novamente nas eleições de 1982 e 1986. Em 1988, disputou sua última eleição como candidato a vice-governador do Tocantins na chapa do PMDB liderada por José Freire, não tendo sido eleito, visto que a chapa de Siqueira Campos e seu vice, Darci Coelho, venceram nas urnas.
Também foi promotor de Justiça no Tocantins e exerceu vários cargos públicos durante as gestões de seu filho, o ex-governador Marcelo de Carvalho Miranda, eleito em 2002, 2006 e 2014.











