Servidores públicos são alvos de golpes financeiros. O professor da rede estadual em duas escolas na região norte do estado, José Erisvaldo Barros, se deparou recentemente com um desconto alto no contracheque, referente a dois empréstimos consignados. O problema é que ele não fez a contratação com nenhuma instituição bancária, mas está pagando o empréstimo que possui 96 parcelas.
Uma das contratações é de R$ 1.686,71 e outra custa R$ 781,90, resultando em um desconto de R$ 2.468,61 no seu saldo mensal. Ao fim dos 96 meses, o professor teria pago mais de R$ 230 mil.
José Erisvaldo conseguiu falar com funcionários de uma agência bancária em Luzimangues, para tentar entender por que em seu nome tinha um empréstimo tão alto. O informaram que abriram uma conta em seu nome e um consignado em outra agência.
“Isso não é certo, abrir uma conta no seu nome, com um empréstimo tão alto desse. Eu ia passar o resto da vida pagando”, reclamou o professor.
O professor procurou a Polícia Civil, o Procon e o Governo do Estado. Mas a situação ainda não se resolveu e ele está pagando um empréstimo que nunca fez.
Golpes financeiros atingem servidores públicos
De acordo com a Polícia Civil, dois homens foram presos no dia 27 de janeiro, tentando fazer um empréstimo em uma agência bancária da região sul de Palmas. Eles tinham o objetivo de sacar cerca de R$ 380 mil usando documentos falsificados de servidores.
A identificação dos indivíduos foi possível após o apoio de forças de segurança, mas a ação atravessa dificuldades, já que os golpistas usam documentos reais emitidos em nome das vítimas.
Ação dos criminosos
“A pessoa se apresenta na instituição bancária com a documentação materialmente, mas ideologicamente falsa, e consegue fazer esses documentos”, explicou o delegado Evaldo de Oliveira.
Dessa forma, a vítima cai no golpe sem nunca ter tido contato com os criminosos ou mesmo com a agência bancária.
O foco dos criminosos, segundo a Polícia Civil, são servidores que possuem uma margem mais alta para consignação. Assim, eles conseguem ter acesso a um valor maior em uma única ação.
Além do flagrante à dupla, a polícia acredita que os suspeitos podem estar envolvidos com outros crimes da mesma natureza.
Orientações e medidas de segurança
A Secretaria de Estado da Administração publicou uma nota orientando os servidores que foram vítimas de golpes a registrar um boletim de ocorrência e procurar o banco para contestar a movimentação financeira. Também destacou que os servidores devem acompanhar os contracheques e os dados bancários.
Por fim, a Secretaria de Estado da Administração esclarece que casos dessa natureza não são de responsabilidade do Estado, por se tratarem de relações de caráter privado entre o servidor e a instituição financeira.
O Sicoob informa que, tão logo tomou conhecimento do caso citado, a cooperativa deu início às providências cabíveis, incluindo o processo de cancelamento da operação identificada e o ressarcimento dos valores indevidamente descontados.
O Sicoob reforça seu compromisso com a transparência e com a colaboração junto às autoridades competentes para a apuração e identificação dos responsáveis pela contratação fraudulenta.
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Fonte: https://g1.globo.com









