PT repudia ataque a moradores do Acampamento Maria Bonita e pede que culpados sejam responsabilizados

O Partido dos Trabalhadores do Tocantins (PT/TO), divulgou uma nota de repúdio condenando o violento ataque às 100 famílias do Acampamento Maria Bonita, localizado dentro da Fazenda Navarro, Gleba Anajá, na zona rural do município de Palmeirante, região norte do estado.

A terra é de propriedade da União e já se encontra em tramitação administrativa para fins de reforma agraria.

O ataque, que aconteceu na manhã desta sexta-feira (06), terminou com a morte do lavrador Getúlio Coutinho dos Santos, de 54 anos. Outro jovem de 27 anos, identificado como Adreson Alves de Oliveira, também foi baleado e socorrido com vida.

De acordo com a nota, desde 2016 estas famílias camponesas residem e produzem nestas terras, de propriedade da União, e em 2018 por decisão judicial foi determinado ao INCRA, que desse andamento aos procedimentos administrativos denominados “vistoria agronômica para fins de reforma agraria do imóvel rural”.

Infelizmente o conflito permaneceu e as famílias continuaram sofrendo sistemáticas ameaças por parte dos grileiros.

O partido ainda informa que mesmo no meio da pandemia e risco a saúde pública, o Juiz da 2ª Vara Cível da comarca de Colinas expediu mandado de reintegração de posse, desconhecendo decisões judiciais anteriores e sem qualquer notificação ao Ministério Público Federal (MPF) e a outros órgãos que acompanham o conflito, permitiu a reintegração, que se transformou em verdadeiro palco de violência promovida por jagunços e pistoleiros a serviço da grilagem de terras.

“As casas dos camponeses foram destruídas e queimadas, pessoas baleadas, outras foram agredidas e torturadas. O resultado da violência foi uma pessoa assassinada, outra está internada, algumas desaparecidas e todas absolutamente amedrontadas e com um grande prejuízo financeiro em razão de que os frutos do trabalho de cinco anos foram destruídos”, diz um trecho da nota.

O partido lamentou o episódio e afirmou que “este triste e revoltante episódio, infelizmente serve para reafirmar o que as trabalhadoras e trabalhadores camponeses, os movimentos sociais e de direitos humanos, vêm denunciando sobre os constantes atos de violência e violações ocorridas no campo provocados pela grilagem de terras e legitimadas por um projeto de morte conduzido pelo governo Bolsonaro, que é cumplice de toda esta violência, pois suspendeu a reforma agrária em todo o pais gerando uma inercia de parte das instituições do Estado brasileiro”.

O PT reafirmou o seu compromisso com a reforma agrária e disse que segue na defesa incondicional ao direito a terra, cumprindo a sua função social de promover acesso comum e o bem viver, em especial ao povo do campo e em detrimento da acumulação, expropriação de riquezas gerando mortes e degradação do meio ambiente.

“Neste sentido nos solidarizamos a todas as famílias e exigimos a rigorosa apuração dos fatos, bem como a responsabilização dos criminosos”, cobra o partido.

“Não podemos permitir e aceitar que voltemos à barbárie no campo, onde assassinar camponeses passava em branco aos olhos da lei e do Estado. Queremos justiça para todas as 100 famílias e principalmente para o Sr. Getúlio”, finaliza a nota, assinada pelo Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores do Tocantins (PT-TO).

 

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