Na terça-feira, 23 de junho, os estudantes do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), em Juiz de Fora, Minas Gerais, apresentaram um queijo inovador que promete celebrar a Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo de 2026. Inspirado nas cores da bandeira nacional, o produto não apenas exibe tonalidades verde, amarela, azul e branca, mas também oferece uma experiência gustativa singular, com sabores distintos em cada camada.
A inovação no coração de Minas Gerais
Minas Gerais, um dos maiores produtores de leite do Brasil, abrigou o desenvolvimento deste queijo único, que é uma demonstração prática da tecnologia de alimentos aplicada à tradição queijeira mineira. A região é conhecida por sua rica cadeia de laticínios, que inclui instituições como o ILCT, dedicadas à formação de profissionais e à pesquisa no setor. Este contexto propício permitiu que os estudantes explorassem novos caminhos para o queijo, um dos símbolos mais tradicionais da gastronomia do estado.
Sabores que contam uma história
Cada camada do queijo foi cuidadosamente planejada para oferecer uma paleta de sabores única. A camada amarela, por exemplo, incorpora o sabor agridoce do maracujá, enquanto o verde recebe o frescor do molho pesto. O azul é uma inovação com o uso do extrato da flor clitória, escolhida por sua coloração natural e sabor neutro. A parte branca mantém as características clássicas do queijo mineiro, proporcionando uma base familiar ao paladar.
Desenvolvimento e segurança alimentar
Marcos Roberto Barbosa, um dos integrantes da equipe, destacou o objetivo de criar um queijo que fosse além da estética, trazendo uma diversidade de sabores que homenageiam a Seleção Brasileira. O projeto exigiu conhecimentos avançados em formulação de produtos, processamento de laticínios e controle de qualidade, sendo conduzido sob a supervisão da professora Denise Sobral. Ela enfatizou que todos os ingredientes passaram por rigorosos tratamentos para garantir a segurança alimentar, evitando contaminações e preservando a qualidade do produto.
Patrimônio cultural e visibilidade internacional
O projeto ganha relevância internacional num momento em que o Queijo Minas Artesanal foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Este tipo de iniciativa não só reforça a tradição queijeira mineira, mas também posiciona o estado como um polo de inovação no setor lácteo. O queijo verde e amarelo será uma das atrações principais do Minas Láctea 2026, evento que reunirá produtos inovadores e tradicionais da indústria láctea.
Um futuro promissor para a tecnologia em laticínios
Embora o queijo tenha sido criado para fins acadêmicos e de demonstração, sua concepção ilustra como a tradição alimentar brasileira pode ser uma base fértil para a inovação. Projetos como este são fundamentais para formar profissionais capacitados, que futuramente poderão contribuir para o desenvolvimento e a qualidade de produtos lácteos ofertados no mercado. A Expolac, parte do Minas Láctea, será um espaço para que esses novos talentos apresentem suas criações e promovam o avanço contínuo do setor.











