No último dia 19 de agosto, uma preguiça-de-três-dedos foi libertada no sítio de Ney Matogrosso, localizado em Saquarema, no Rio de Janeiro. A ação, que contou com a presença da cantora Marisa Monte, é parte de um trabalho contínuo de devolução de animais silvestres à natureza, conduzido pelo Instituto Vida Livre. Este evento é apenas a ponta do iceberg de uma iniciativa que já reabilitou e libertou mais de 10 mil animais na propriedade do cantor.
Uma parceria frutífera para a fauna silvestre
A colaboração entre Ney Matogrosso e o Instituto Vida Livre teve início em 2015, quando o sítio foi transformado na primeira Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS) do projeto. Desde então, a propriedade tem servido como um santuário para diversas espécies, incluindo catetos, cachorros-do-mato e jiboias, algumas com quase três metros de comprimento. A primeira libertação realizada no local foi a de um gavião-caboclo, marcando o começo de uma longa história de conservação.
A importância da conservação privada
O sítio de Ney Matogrosso não é apenas uma área de preservação; ele integra uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), uma categoria destinada à conservação permanente em terras privadas. Este status assegura que a vegetação de Mata Atlântica no local seja protegida, criando um ambiente ideal para a reabilitação de animais resgatados. Além disso, viveiros foram instalados para ajudar na última etapa de reabilitação antes da soltura, garantindo que os animais estejam prontos para voltar ao seu habitat natural.
Impacto e expansão das atividades do Instituto Vida Livre
Com o apoio de Ney Matogrosso, o Instituto Vida Livre expandiu suas atividades significativamente. Hoje, a organização administra 11 áreas de soltura espalhadas pelo Brasil e já atendeu mais de 15 mil animais. Este número reflete o esforço coletivo de resgate, cuidado e reabilitação de espécies que, sem essa intervenção, poderiam não ter uma segunda chance na natureza.
Relevância e desdobramentos futuros
A iniciativa no sítio de Ney Matogrosso é um exemplo de como propriedades privadas podem desempenhar um papel crucial na conservação da biodiversidade. A continuidade desse trabalho é vital para a preservação de espécies ameaçadas e para o equilíbrio dos ecossistemas. O recente caso da preguiça-de-três-dedos ressalta a continuidade e a importância desse projeto, que serve não apenas como refúgio, mas como um modelo de conservação que pode inspirar outras iniciativas semelhantes no país.











