Em um procedimento pioneiro no Brasil, uma transfusão de sangue entre onças-pintadas foi realizada no Zoológico de São Paulo. Esta iniciativa inovadora contou com a colaboração do Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens, ligado à Unesp de Botucatu. A doadora, uma onça de quatro anos chamada Ruana, cedeu seu sangue para Jack, um macho de 18 anos que enfrenta uma doença renal crônica.
A emergência veterinária
A doença renal crônica é uma condição debilitante comum em felinos mais velhos, sobretudo aqueles que vivem em cativeiro, como é o caso de Jack. A enfermidade compromete a função renal, podendo ser fatal se não tratada adequadamente. A transfusão, uma tentativa de estabilizar a saúde do animal, trouxe resultados promissores, com melhora notável em sua postura e hábitos alimentares.
Importância do feito
Esta transfusão não é apenas um marco no tratamento de onças-pintadas, mas também representa um avanço significativo na medicina veterinária brasileira. O sucesso do procedimento pode abrir novas possibilidades para o cuidado de animais selvagens em cativeiro, proporcionando melhor qualidade de vida e aumentando as chances de recuperação em casos de doenças graves.
Repercussão e próximos passos
A notícia do procedimento gerou grande interesse tanto na comunidade científica quanto entre o público em geral. Os veterinários responsáveis planejam publicar um relato detalhado da operação em um periódico científico, buscando expandir o conhecimento sobre a técnica e incentivar sua aplicação em outros casos clínicos semelhantes no Brasil. A expectativa é que este relato auxilie na formação de protocolos para o atendimento de felinos com condições renais semelhantes.
A saúde de Ruana e Jack
Após a transfusão, Jack apresentou sinais de recuperação, mas ainda passará por sessões de hemodiálise, um tratamento necessário para substituir a função dos rins. Por outro lado, Ruana já retornou à sua rotina normal, demonstrando que o procedimento não comprometeu sua saúde. A colaboração entre instituições e a dedicação dos profissionais envolvidos foram cruciais para o sucesso dessa operação inédita.
Fonte: https://saude.abril.com.br











