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Troca de figurinhas pode atenuar alto custo do álbum da Copa do Mundo

© Joédson Alves/Agência Brasil

Os fãs de futebol que desejam completar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 precisarão se preparar financeiramente. Com a expansão do torneio para 48 seleções, a editora Panini lançou sua maior coleção, composta por mais de 980 figurinhas. Esse aumento no número de figurinhas reflete diretamente no custo para completar o álbum, que pode superar R$ 7,3 mil para aqueles que optarem por comprar pacotes em vez de trocar figurinhas repetidas.

Troca de figurinhas como alternativa econômica

Para driblar os altos custos, muitos colecionadores estão recorrendo à tradicional troca de figurinhas. Essa prática, que remonta a décadas, pode reduzir significativamente os gastos, chegando a uma economia de até 80%. Participar de grupos de trocas em locais específicos ou com amigos pode fazer com que o custo para completar o álbum varie entre R$ 1.200 e R$ 1.700, um alívio considerável para o bolso dos apaixonados por futebol.

A busca pelas figurinhas raras

Além das figurinhas regulares, o álbum de 2026 conta com 68 figurinhas especiais da série Legends, que incluem jogadores renomados como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Kylian Mbappé, Lamine Yamal e Vinicius Júnior. Essas figurinhas vêm em diferentes níveis de raridade: bordeaux, bronze, prata e dourada; sendo a dourada a mais cobiçada, encontrada em média uma vez a cada 1.900 pacotes. Em plataformas de compra e venda, algumas figurinhas douradas já ultrapassam os R$ 500, tornando-se verdadeiros tesouros para os colecionadores.

O impacto nas trocas

Com o aumento do valor das figurinhas raras, os pontos de troca transformaram-se em verdadeiros mercados de negociação. Guilherme Ferreira, estudante de Engenharia da Universidade Federal Fluminense, observa que as trocas passaram a ser dominadas por pessoas dispostas a pagar altos valores. ‘Tem um pessoal gastando realmente muito dinheiro’, afirma Guilherme ao repórter Rafael Sofia, da Rádio da UFRJ.

Desafios com as figurinhas não atualizadas

Outro ponto que tem gerado discussões é a diferença entre os jogadores retratados no álbum e os convocados oficialmente para a Copa. O álbum foi produzido antes da divulgação das listas finais de jogadores, o que resultou em algumas discrepâncias. No Brasil, por exemplo, jogadores como Rodrygo, Éder Militão e Estevão aparecem no álbum, apesar de estarem lesionados e fora dos planos do técnico Carlo Ancelotti. Neymar Júnior, por sua vez, não está na primeira versão da coleção, algo que surpreendeu muitos fãs.

O valor emocional da coleção

Para muitos, colecionar figurinhas da Copa do Mundo vai além do aspecto financeiro, sendo uma experiência emocional. Lucas Antonio Pinheiro, engenheiro e colecionador, compartilha que está colecionando o álbum junto com sua noiva, Paula, como uma forma de criar memórias. ‘Estamos com cerca de 50% do álbum completo e, até o momento, gastamos em torno de R$ 800. É um valor considerável, mas encaramos mais como uma experiência do que apenas um gasto’, explica Lucas.

Lucas destaca ainda o ambiente nostálgico e inclusivo proporcionado pelas trocas de figurinhas. ‘É comum ver pessoas de diferentes gerações reunidas em uma mesma mesa, compartilhando a mesma paixão. Essa será nossa primeira Copa do Mundo colecionando juntos, algo que certamente ficará marcado na nossa memória’, conclui.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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