Nesta quinta-feira, os capitães das seleções participantes da Copa do Mundo farão uma troca simbólica de flâmulas em protesto contra o discurso de ódio, em alusão ao Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio. A ação ocorre em um momento em que a Fifa intensifica seus esforços para combater o aumento de abusos online, revelando ter bloqueado centenas de milhares de publicações ofensivas durante o torneio.
O simbolismo das flâmulas
As flâmulas serão trocadas antes das partidas entre República Tcheca e África do Sul, México e Coreia do Sul, Suíça e Bósnia-Herzegovina, e Canadá e Catar. Elas estamparão o slogan ‘Jogamos juntos. Nos posicionamos contra o ódio’, com o texto em inglês de um lado e nos idiomas nativos das seleções do outro. Essa iniciativa busca transmitir uma mensagem clara de solidariedade e resistência contra a discriminação.
Ações da Fifa contra o ódio online
A Fifa, em resposta ao aumento de abusos online, tem utilizado um serviço automatizado de proteção nas redes sociais desde a Copa do Mundo de 2022 no Catar. Até agora, esse serviço já removeu mais de 30 milhões de publicações e comentários abusivos. Especificamente, desde 11 de junho, 388 mil publicações prejudiciais relacionadas ao torneio de 2026 foram excluídas, superando as 287 mil remoções de 2022.
Repercussão e medidas adicionais
Além da troca de flâmulas, a Fifa anunciou outras campanhas antidiscriminação e ações nos estádios durante os jogos desta quinta-feira. Essas medidas são parte de um esforço contínuo para criar um ambiente mais inclusivo e seguro para jogadores e torcedores.
Desdobramentos jurídicos e sanções
O protesto acontece em meio a novos desdobramentos jurídicos envolvendo o México, um dos coanfitriões da Copa. A Corte Arbitral do Esporte (CAS) recentemente manteve as multas da Fifa à Federação Mexicana de Futebol devido a cantos homofóbicos por parte dos torcedores, embora tenha anulado o fechamento parcial de um estádio. Esta decisão destaca a luta contínua contra condutas discriminatórias no futebol.
O sistema de monitoramento da Fifa registrou esses cantos durante amistosos contra a Bolívia, o Uruguai e o Brasil em 2024, resultando na suspensão temporária de duas dessas partidas. As sanções contra o México reiteram a posição firme da Fifa e da Concacaf contra qualquer forma de discriminação nos eventos esportivos.











