O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou a importância das eleições presidenciais no Brasil, classificando-as como um ‘grande teste’ para a estratégia norte-americana de manter sua influência na América Latina. Essa visão está inserida no contexto da Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, publicada em 2025, que visa reafirmar a presença dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.
A influência de Trump na política latino-americana
Em uma publicação nas redes sociais, Trump compartilhou um artigo do colunista John Gizzi, que atua como setorista da Casa Branca para o Newsmax, um veículo conservador alinhado com Trump. No artigo intitulado ‘Trump conquista 8 vitórias em 7 anos na América Latina’, Gizzi argumenta que a eleição de líderes alinhados à direita em diversos países da região reflete um realinhamento ideológico que favorece a estratégia de Trump.
O texto menciona a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia como parte desse movimento, além de referir-se a pleitos recentes no Peru, Honduras, Bolívia e Chile, e outros anteriores em El Salvador, Argentina e Equador. Gizzi afirma que essa tendência pró-Trump começou com a eleição de Nayib Bukele em El Salvador em 2019 e vem crescendo desde então.
Desafios e expectativas na região
Apesar dos ‘triunfos’ destacados, o artigo de Gizzi, republicado por Trump, ressalta que ainda há desafios significativos para a política americana na América Latina, com foco em quatro países: Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil. O Brasil, sendo a maior nação da região, é visto como o ‘próximo grande teste’ para a estratégia de Trump.
A eleição presidencial no Brasil é apontada como potencialmente a disputa mais importante do hemisfério, com implicações significativas para o alinhamento político da região. Se o Brasil seguir o caminho de outros países e se mover para a direita, o cenário político latino-americano pode mudar drasticamente.
O contexto histórico e a Doutrina Monroe revisitada
O artigo menciona ainda que os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estão se organizando em torno de seu filho, Flávio Bolsonaro, em um esforço para desafiar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse contexto, a política externa dos EUA, sob Trump, propõe uma releitura da Doutrina Monroe, um conceito originado em 1823 que visava garantir que a América fosse para os americanos, desafiando a influência europeia.
O ‘Corolário Trump’, como é chamado, busca estabelecer ou expandir a presença dos EUA em locais estratégicos e remover a influência de empresas estrangeiras na infraestrutura da região. Essa abordagem reafirma o compromisso dos EUA em restaurar sua proeminência no Hemisfério Ocidental, protegendo seus interesses e acesso a regiões-chave.
Implicações e possíveis desdobramentos
A estratégia de Donald Trump na América Latina, especialmente em relação ao Brasil, destaca a contínua importância geopolítica da região para os Estados Unidos. Com as eleições brasileiras no horizonte, a expectativa é que a política americana continue a influenciar os rumos políticos na América Latina, afetando não apenas as relações diplomáticas, mas também econômicas e culturais entre os países.
O desfecho das eleições no Brasil poderá servir como um indicador significativo de como a influência dos EUA se consolidará ou se transformará no continente nos próximos anos. As decisões tomadas nas urnas brasileiras terão, portanto, um papel crucial na determinação do futuro político da América Latina.









