Em meio a uma das crises mais severas enfrentadas pela pecuária americana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou medidas significativas para reverter a situação alarmante do setor. Na sexta-feira, 4 de setembro, Trump assinou ordens executivas destinadas a apoiar os pecuaristas do país, que lidam com a pior escassez de gado bovino em 75 anos. Dados da Casa Branca indicam que, embora a demanda por carne bovina tenha aumentado quase 10% na última década, o rebanho americano está em seu nível mais baixo desde meados do século XX.
Medidas para fortalecer a concorrência e apoiar pequenos processadores
Uma das principais ordens executivas assinadas por Trump visa investigar possíveis violações de concorrência entre frigoríficos. O presidente expressou preocupações sobre a concentração do setor de processamento de carne em poucas mãos, mencionando empresas como JBS e National Beef, da Marfrig Global Foods. A intenção é criar um ambiente mais competitivo e justo para os pecuaristas, garantindo que eles não sejam prejudicados por práticas monopolistas.
Paralelamente, o governo busca fortalecer os pequenos processadores de carne ao expandir programas de compras interestaduais. Isso ajudaria a diversificar o mercado e reduzir a dependência dos grandes frigoríficos. Além disso, o governo pretende oferecer assistência técnica para essas pequenas indústrias, modernizando os regulamentos de inspeção de carne e simplificando processos burocráticos.
Novo selo e medidas de proteção ao gado
Outra iniciativa relevante é a criação do selo ‘Produto dos EUA’, que revisará as regras de rotulagem obrigatória de país de origem para produtos de carne bovina. A medida visa garantir que os consumidores saibam a procedência do que estão comprando, promovendo transparência e incentivando a compra de produtos nacionais.
Em relação à proteção do gado, um dos decretos facilita a indenização aos pecuaristas em caso de perdas causadas por ataques de lobos. Esta medida é crucial para os criadores que enfrentam desafios adicionais devido à fauna selvagem.
Impacto das condições climáticas
A Secretária de Agricultura, Brooke Rollins, destacou que as ações visam proteger o rebanho bovino americano e aumentar a taxa de retenção de novilhas. A queda do rebanho não é apenas uma questão econômica, mas também uma consequência direta das condições climáticas adversas que assolam as regiões produtoras de gado. A seca severa e os incêndios florestais têm devastado pastagens, reduzindo a disponibilidade de forrageiras essenciais para a alimentação dos animais.
A iniciativa do governo Trump de apoiar pecuaristas e processadores de carne é vista como uma tentativa de estabilizar o setor em um momento crítico. Com a demanda por carne bovina em alta, mas com o rebanho em declínio, as medidas anunciadas buscam não apenas reverter a tendência de queda, mas também fortalecer a indústria nacional frente aos desafios internos e externos.
Fonte: https://globorural.globo.com











