O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira (20) que 158.745.463 eleitores estarão aptos a votar nas eleições presidenciais de outubro deste ano, evidenciando um crescimento significativo no eleitorado nacional. O aumento de 2.291.452 eleitores, ou 1,46%, em relação ao pleito de 2022, reflete mudanças demográficas e políticas que podem influenciar os resultados das urnas.
Crescimento regional e no exterior
A Região Norte do Brasil destacou-se com o maior crescimento proporcional de eleitores, registrando um aumento de 548.944 pessoas, o que representa uma alta de 4,37% em comparação com as eleições anteriores. Este aumento é significativo em um contexto onde a participação política nas regiões amazônicas ganha cada vez mais importância devido às questões ambientais e de desenvolvimento econômico.
Além disso, o número de eleitores brasileiros residentes no exterior teve um salto impressionante de 31,82%, passando de 697.078 para 918.876. Isso demonstra um interesse crescente da diáspora brasileira em participar do processo democrático, mesmo estando longe do país. Os brasileiros no exterior, contudo, têm a possibilidade de votar apenas para o cargo de presidente da República.
Perfil do eleitorado
O levantamento do TSE também destacou mudanças importantes no perfil do eleitorado. As mulheres continuam a representar a maioria dos eleitores, com 83.877.126 registradas, correspondendo a 52,84% do total. Este dado mantém a tendência observada em 2022, quando as mulheres já constituíam a maioria.
Após a introdução da obrigatoriedade de declaração de raça e cor no cadastro eleitoral, foi observado um aumento significativo em todas as categorias. O número de eleitores que se declaram pardos mais que dobrou, passando de 8.503.206 para 16.945.954, enquanto os autodeclarados pretos cresceram de 1.808.529 para 3.586.952. Os indígenas também apresentaram um aumento expressivo, de 84,47%, subindo de 155.661 para 287.157 eleitores.
Faixa etária e implicações políticas
A faixa etária de 40 a 44 anos lidera o eleitorado, totalizando 15.994.390 pessoas, 10,8% do total. Este grupo, juntamente com as faixas de 45 a 49 anos e 35 a 39 anos, representa uma parcela considerável do eleitorado, possivelmente influenciando debates em torno de políticas públicas voltadas para a geração de empregos e segurança social.
Por outro lado, houve uma redução no número de eleitores jovens, especialmente entre 21 e 34 anos, que caiu de 43.819.788 para 41.037.601, indicando uma participação menor desse grupo nas eleições. A faixa de eleitores com 18 anos ou menos também diminuiu, de 4.177.627 para 3.571.159, o que pode refletir uma desilusão com a política ou desafios no engajamento cívico.
Desafios e expectativas para as eleições
Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, as expectativas são altas para os resultados das urnas, que definirão não apenas o presidente, mas também governadores, senadores, e deputados federais, estaduais e distritais. Caso nenhum candidato presidencial ou a governador obtenha mais de 50% dos votos válidos, está previsto um segundo turno para 25 de outubro.
O aumento no número de eleitores, especialmente em regiões estratégicas como o Norte e entre brasileiros no exterior, pode trazer surpresas nas votações. A diversidade crescente do eleitorado, com mais representatividade de diferentes raças e faixas etárias, sugere que os candidatos precisarão ajustar suas estratégias para atender a um público cada vez mais heterogêneo e exigente.











