A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou recentemente um projeto de lei que visa disponibilizar gratuitamente a vacina contra o herpes-zóster no Sistema Único de Saúde (SUS). O Projeto de Lei 4.426/2025 segue agora para a Câmara dos Deputados, onde ainda não há previsão para análise e votação.
Entenda o Projeto de Lei
O texto do projeto propõe que a vacina recombinante contra o herpes-zóster, já registrada no Brasil, seja oferecida a pessoas com mais de 50 anos e a indivíduos imunossuprimidos a partir dos 18 anos. Atualmente, essa vacina está disponível apenas em clínicas e farmácias privadas, com um custo que varia de R$ 700 a R$ 1.000 por dose.
Contexto e Importância
O herpes-zóster, também conhecido como cobreiro, é causado pelo vírus da varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora. Após a infecção inicial, o vírus pode permanecer latente no sistema nervoso por anos, reativando-se em momentos de baixa imunidade. Estima-se que uma em cada três pessoas desenvolverá a doença ao longo da vida, com sintomas que incluem febre, erupções cutâneas e dores intensas. A vacina é a principal forma de prevenção contra a doença e suas complicações, como a neuralgia pós-herpética e possíveis danos oculares.
Desafios à Implementação
Apesar da aprovação no Senado, o processo legislativo ainda é longo até que a vacina chegue ao SUS. O governo já havia rejeitado anteriormente a incorporação do imunizante devido ao alto custo e ao número limitado de beneficiários. Contudo, a proposta atual visa ampliar o público-alvo, o que pode influenciar na decisão final.
Repercussões e Expectativas
A aprovação do projeto no Senado gerou debates sobre a viabilidade econômica e a importância social da medida. Especialistas em saúde pública argumentam que a inclusão da vacina no SUS pode prevenir complicações graves e reduzir custos associados ao tratamento do herpes-zóster. No entanto, a decisão final dependerá da análise e votação na Câmara dos Deputados, seguida da sanção presidencial.
A Realidade Atual
Por enquanto, as pessoas que desejam se imunizar contra o herpes-zóster precisam recorrer ao setor privado, o que representa um gasto significativo para muitos brasileiros. A expectativa é que a aprovação e implementação do projeto no SUS possam democratizar o acesso à vacina, beneficiando especialmente grupos de risco e pessoas com menor poder aquisitivo.
Fonte: https://saude.abril.com.br
