O Brasil se mantém, pelo segundo ano consecutivo, fora do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O país atingiu a menor taxa de insegurança alimentar severa desde o início da série histórica, com apenas 0,6% da população enfrentando dificuldades críticas para acessar alimentos. Este dado é parte do relatório ‘O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026’.
Avanços e desafios na segurança alimentar
Entre 2023 e 2025, aproximadamente 16,7 milhões de brasileiros superaram a condição de insegurança alimentar severa. Este tipo de insegurança reflete situações em que há uma redução significativa no consumo de alimentos, afetando a regularidade das refeições e, em casos extremos, levando à privação alimentar por falta de recursos. A FAO classifica um país como fora do Mapa da Fome quando menos de 2,5% de sua população vive em condição de subalimentação, um critério que o Brasil conseguiu manter.
Histórico e contexto do Mapa da Fome
O Brasil havia saído do Mapa da Fome pela primeira vez em 2014, mas reingressou após um aumento na subalimentação durante o período de 2018 a 2020. Desde então, políticas públicas e esforços conjuntos entre governo e sociedade civil têm buscado reverter esse cenário. A recente melhoria pode ser vista como um reflexo dessas ações, embora o caminho ainda exija atenção contínua.
Desafios persistentes no acesso à alimentação saudável
Apesar dos avanços, o relatório revela que 21,1% dos brasileiros ainda não conseguem arcar com os custos de uma alimentação saudável. Este dado aponta para um desafio significativo: embora a segurança alimentar tenha melhorado, o acesso a uma dieta nutritiva e balanceada ainda é limitado para muitos. No Brasil, o custo diário de uma alimentação saudável foi estimado em US$ 4,89 por pessoa, abaixo da média da América do Sul e da América Latina e Caribe.
Repercussões e expectativas futuras
A permanência do Brasil fora do Mapa da Fome é um marco importante, mas a persistência de dificuldades no acesso a alimentação adequada indica que o país precisa continuar investindo em políticas que promovam não apenas a segurança alimentar, mas também a acessibilidade a refeições saudáveis. A sociedade civil e os formuladores de políticas devem trabalhar juntos para garantir que a melhoria nos índices de segurança alimentar se traduza em saúde e bem-estar para toda a população.











