Localizado às margens do Rio Manoel Alves, o Quilombo Lajeado é, no presente, o único território reconhecido e certificado pela Fundação Cultural Palmares no município de Dianópolis. Apesar da proximidade com o rio, a comunidade enfrenta escassez de água, especialmente no período chuvoso.
Atualmente, o rio não oferece garantia de abastecimento adequado em razão dos impactos provocados por atividades de irrigação e mineração ao longo de seu curso. Além disso, mesmo que a captação fosse viável, a implantação de um sistema de canalização apresenta custos elevados, inviáveis para a comunidade.
No ano passado, o quilombo foi contemplado com a perfuração de um poço artesiano. No entanto, a ausência de energia elétrica na sede da associação impede a instalação do sistema de bombeamento e o encanamento da água até as residências, mantendo os moradores sem acesso ao abastecimento regular.
A comunidade oficializou solicitação junto à Energisa para a instalação do serviço, porém, até o momento, não houve andamento no atendimento da demanda.
Diante da situação, a associação do quilombo formalizou a demanda junto à Prefeitura de Dianópolis. No entanto, até o momento, não houve retorno por parte do poder público. As tentativas de diálogo vêm sendo realizadas desde o ano passado. À época, o abastecimento chegou a ocorrer de forma irregular, mas atualmente a comunidade não conta com fornecimento contínuo, ficando sem acesso garantido a um dos direitos essenciais: a água potável.
A realidade vivenciada pelo Quilombo Lajeado evidencia os desafios enfrentados por comunidades tradicionais no acesso a direitos básicos assegurados pela Constituição. Permanecer no território não deve significar apenas resistência e sobrevivência, mas também a efetivação concreta de direitos humanos fundamentais, como o acesso digno à água.











