Em uma reflexão profunda sobre o envelhecimento e a finitude, a geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes compartilha suas percepções sobre a realidade brasileira. Em entrevista recente, Arantes afirmou que o Brasil é um dos piores países do mundo para morrer, destacando a precariedade nos cuidados destinados aos idosos e pacientes terminais.
A realidade dos cuidados paliativos no Brasil
O Brasil enfrenta grandes desafios na área de cuidados paliativos, que são essenciais para proporcionar qualidade de vida a pacientes em estágio terminal. De acordo com Ana Claudia Quintana Arantes, a falta de infraestrutura adequada e a carência de profissionais especializados são alguns dos fatores que contribuem para essa realidade preocupante. Além disso, a conscientização sobre a importância desses cuidados ainda é limitada, tanto entre a população quanto entre os profissionais de saúde.
A importância do diálogo sobre a morte
Arantes enfatiza a necessidade de desmistificar a morte e encarar a finitude com mais naturalidade. Ela aponta que, culturalmente, o Brasil ainda tem dificuldade em lidar com o tema, o que dificulta discussões abertas sobre cuidados de fim de vida. Segundo a especialista, é crucial que as famílias conversem sobre desejos e expectativas em relação aos cuidados paliativos, garantindo que os pacientes tenham uma morte digna e respeitosa.
Impactos sociais e culturais
A forma como a sociedade lida com a morte reflete diretamente na maneira como os cuidados paliativos são percebidos e implementados. Ana Claudia Quintana Arantes destaca que em países onde a morte é tratada como parte natural da vida, os cuidados aos pacientes terminais são mais humanizados e eficientes. No Brasil, a resistência cultural em discutir a morte acaba por criar barreiras na implementação de políticas públicas eficientes nessa área.
Perspectivas para o futuro
Apesar dos desafios, há um movimento crescente no Brasil em prol de melhorias nos cuidados paliativos. Iniciativas de formação e capacitação de profissionais, bem como projetos de lei que buscam garantir direitos a pacientes terminais, são passos importantes nesse sentido. Ana Claudia Quintana Arantes acredita que, com mais diálogo e investimento, o país pode avançar significativamente na qualidade dos cuidados oferecidos a quem está no fim da vida.
Fonte: https://saude.abril.com.br











