O corpo do engenheiro agrônomo e ex-vice-prefeito de Monte do Carmo, José Rosário Carneiro de Oliveira, de 52 anos, foi sepultado nesta segunda-feira (03), no cemitério Monte do Carmo, região central do estado, sob forte comoção.
Ele era amigo do piloto da aeronave, o engenheiro Diomedio Aires da Silva Filho, de 56 anos que também perdeu a vida no acidente.
O acidente aconteceu no fim da tarde de sábado (1º), quando a aeronave caiu na área de uma fazenda. Diomedio Aires da Silva Filho, que pilotava a aeronave, morreu na hora, e José Rosário Carneiro de Oliveira, que chegou a ser socorrido em estado grave, não resistiu aos ferimentos e amorreu neste domingo (02).
Vídeo da aeronave
No fim da tarde de sábado, um morador gravou um vídeo mostrando o avião sobrevoando próximo aos fios da rede elétrica. Em seguida, a aeronave passa atrás de um reservatório de água, indo em direção à zona rural.
Após a queda, uma equipe de saúde do município esteve no local para prestar os primeiros socorros. Diomedio não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
José Rosário Carneiro ficou gravemente ferido, foi socorrido e levado para o Hospital de Referência de Porto Nacional. Ele chegou a ser transferido para o Hospital Geral de Palmas. Neste domingo, porém, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou que ele morreu em decorrência dos ferimentos.
Imagens feitas na região mostraram que o impacto com o solo deixou a parte frontal e as asas da aeronave destruídas. Conforme a Polícia Militar, também houve derramamento de combustível.
O local onde o avião caiu foi isolado para a realização dos trabalhos de perícia e atendimento das vítimas.
Investigação
A queda da aeronave de pequeno porte na zona rural de Fátima, na região central do estado, será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Força Aérea Brasileira (FAB).
O Cenipa foi acionado durante os procedimentos de atendimento ao acidente aéreo. Em nota, o centro de investigação informou que, nesse tipo de caso, profissionais credenciados “aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação”.
O setor explicou ainda que a ocorrência será cadastrada no Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER), e que a conclusão da investigação vai depender da complexidade do caso, mas que ocorrerá no “menor prazo possível”.









