O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) instaurou o Inquérito Civil Público nº 5902/2025 para apurar suspeitas de desvio de recursos públicos, superfaturamento de contratos e repasses ilegais na Prefeitura de Colinas do Tocantins. A investigação mira agentes políticos, empresários e familiares ligados à atual gestão municipal.
A portaria de instauração foi assinada pelo promotor de Justiça Gustavo Henrique Lopes Fragoso e publicada no Diário Oficial do MPTO no dia 28 de outubro de 2025. O caso é conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça de Colinas, após o recebimento de uma denúncia formal na Ouvidoria do órgão, acompanhada de documentos e vídeos que indicam a existência de um suposto esquema de corrupção.
Segundo as informações preliminares, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 17 milhões por meio de contratos suspeitos com duas construtoras e uma empresa de veículos. A denúncia detalha a atuação de dois núcleos: um político, formado por gestores e familiares, e outro empresarial, responsável por operacionalizar o desvio e dificultar o rastreamento dos valores.
Entre os investigados estão o prefeito Josemar Carlos Casarin (União Brasil), o vice-prefeito, os secretários de Educação e de Obras, seus irmãos, um vereador dono de uma empresa de veículos e até o ex-vice-prefeito da cidade. A denúncia aponta que familiares dos secretários teriam recebido valores de R$ 15 mil e R$ 50 mil de uma das construtoras logo após pagamentos feitos pela prefeitura, indicando possível repasse de recursos públicos.
Outro dado que chamou atenção dos investigadores foi o recebimento de mais de R$ 20 mil por parte de um homem com histórico criminal, também ligado à construtora. O MPTO agora busca reunir provas e ouvir os envolvidos para esclarecer os fatos.











