O governo federal anunciou uma ampliação significativa no Programa Move Brasil, Táxi e Aplicativos, que visa facilitar a aquisição de veículos novos por motoristas de aplicativo e taxistas. A medida foi oficializada através de uma portaria conjunta dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda, publicada recentemente em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU).
Ampliação do teto de financiamento
A mudança mais notável no programa é o aumento do teto de financiamento para a compra de veículos, que passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil, considerando o valor registrado na nota fiscal do automóvel. Essa expansão permite que um número maior de modelos de veículos esteja disponível para financiamento, abrangendo agora cerca de 88% do mercado brasileiro de veículos, de acordo com dados de emplacamentos previstos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) para 2025. Anteriormente, o programa cobria aproximadamente 63% deste mercado.
Inclusão de veículos híbridos
Outra importante atualização do Move Brasil é a inclusão de novas configurações de veículos híbridos entre os modelos elegíveis. Agora, estão contemplados no programa modelos que combinam motor elétrico com motor a combustão movido a álcool, gasolina e híbrido de álcool e gasolina. Esta inclusão se alinha aos critérios de sustentabilidade e eficiência energética estabelecidos pelo programa, que visa reduzir o impacto ambiental dos transportes urbanos.
Repercussão e expectativas do governo
O governo estima que, com o novo teto e a inclusão de híbridos, o programa disponibilizará até R$ 30 bilhões em crédito para motoristas de aplicativo e taxistas. No entanto, a adesão ao programa ainda está abaixo das expectativas iniciais do governo. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal têm mostrado maior disposição em conceder financiamentos, enquanto os bancos privados ainda não participam de forma significativa.
Desafios e próximos passos
O governo está atualmente estudando formas de aumentar a participação dos bancos privados no programa. Após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Dario Durigan destacou a importância de entender o motivo da baixa adesão, mesmo com a garantia do governo. O objetivo é ampliar o interesse das instituições privadas e, consequentemente, o número de financiamentos concedidos, tornando o programa mais acessível aos motoristas.
Com essas mudanças, o governo busca não apenas ampliar as opções de veículos para os motoristas, mas também promover um mercado mais sustentável e eficiente. A expectativa é que, ao facilitar o acesso a veículos híbridos, o programa contribua para a redução do consumo energético e das emissões de poluentes, alinhando-se aos objetivos de sustentabilidade do país.











