O mês de janeiro surpreendeu com um número atípico de focos de calor, conforme apontado pelo painel de monitoramento do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foram detectados 4.347 focos ativos pelo satélite de referência do órgão, o que representa o dobro da média para o período e um aumento de 46% em relação ao ano anterior.
Esse é o sexto maior resultado para o primeiro mês do ano desde 1999, quando o levantamento teve início, e o segundo maior desta década, ficando atrás apenas de 2024, que registrou 4.555 focos.
O estado com o maior número de focos foi o Pará, com 985 registros, destacando áreas que enfrentam condições de seca, conforme apontado pelo Monitor de Secas do Brasil da Agência Nacional de Águas (ANA). A concentração de focos também está relacionada à persistência da seca no Nordeste, com destaque para Maranhão, Ceará e Piauí, que apresentam chuvas abaixo da média.
Situação preocupante no Maranhão
No Maranhão, a situação é considerada preocupante, com 945 focos registrados. Todo o território maranhense enfrenta secas, enquanto Ceará e Piauí têm áreas com seca contínua desde 2023. O ano de 2026 já é o período com o maior número de focos de calor no Maranhão, superando os registros de 2019.
Impactos e ações preventivas
A quantidade de focos de calor é um indicador comum para políticas de prevenção e combate, mas não determina necessariamente um aumento nas queimadas. Em anos anteriores com alta incidência de focos em janeiro, apenas 2016 teve um resultado anual abaixo da média nacional de 200 mil registros por ano.
Os estados mais afetados, como Pará, Ceará e Maranhão, estão intensificando ações preventivas e de combate. As Secretarias de Meio Ambiente dos estados ressaltam a importância de medidas educativas, doação de equipamentos, campanhas de prevenção e resposta rápida às ocorrências para minimizar os impactos causados pelos incêndios e queimadas.
Além disso, estão sendo realizadas operações de fiscalização e uso de tecnologias, como drones, para identificação de áreas críticas. As comunidades rurais e pequenas cidades estão recebendo apoio, assim como ações de resgate e cuidado de animais silvestres têm sido priorizadas.
É fundamental que a população esteja ciente dos riscos e se engaje em práticas que contribuam para a preservação do meio ambiente. A prevenção e o combate às queimadas são responsabilidades de todos, e a união de esforços é essencial para proteger nossas florestas e a biodiversidade.











