Jovem pode pegar até seis anos de cadeia por divulgar vídeo íntimo de adolescente

Um jovem de 19 anos teve o celular apreendido pela Polícia Civil após ter divulgado um vídeo íntimo de sua ex-namorada, uma adolescente.

O celular foi apreendido na casa do suspeito por agentes da 51ª Delegacia de Itacajá, região norte do Tocantins, na manhã da última sexta-feira (27).

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais civis coordenados pelo delegado Andreson Alves, localizaram e apreenderam um aparelho de telefone celular de propriedade rapaz, de 19 anos, que teria sido utilizado para a divulgação do vídeo.

Boletim de Ocorrência

Conforme explica a autoridade policial, as investigações em torno do fato começaram logo após a vítima registrar um Boletim de Ocorrência relatando que o ex-namorado havia publicado vídeo íntimo, depois do término do relacionamento.

Diante dos fatos, o Delegado representou, junto ao Poder Judiciário por mandado de busca e apreensão na residência do autor. Com o deferimento da ordem judicial, os policiais foram até o local e efetuaram a apreensão do aparelho celular do autor.

 Confissão

Desse modo, o suspeito foi conduzido até a sede da 51ª DP, onde foi questionado acerca dos fatos e acabou confessando que publicou o vídeo íntimo, o qual fora gravado quando estava namorando com a vítima. Com o aprofundamento das investigações, os policiais civis acabaram encontrando o referido vídeo no aparelho celular apreendido.

Diante das evidências, o delegado ressalta que as investigações serão intensificadas e que o indivíduo será indiciado formalmente pela prática do crime previsto no Artigo 241-A, da Lei 8.069/90, do Estatuto da Criança e do Adolescente que tipifica a conduta de disponibilizar, transmitir ou divulgar vídeos ou fotografias contendo pornografia envolvendo criança ou adolescente.

 Pena Máxima

Na oportunidade, o delegado Andreson Alves alerta quanto às consequências do crime, em tese, praticado, já que a pena máxima pode chegar a seis anos de prisão.

“É importante que as pessoas que forem vítimas desse tipo de crime procurem a Delegacia de Polícia Civil mais próxima de sua residência e faça o registro da ocorrência, pois assim e possível dar início às investigações, identificando o autor ou autores para que os mesmos respondam judicialmente por seus atos, conforme determina a legislação vigente”, frisou a autoridade policial.

 

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